PAPA, APENAS UM BUROCRATA

             Em março, a Igreja Católica vai eleger novo Papa com os critérios e conveniências de sempre. Possivelmente será um europeu, embora no Velho Continente a Igreja esteja praticamente morta, e no restante do mundo, em decadência acelerada, porque não modernizou-se para tornar-se atraente para os mais jovens.
         Até as igrejas caça-níqueis, com seus indivíduos inescrupulosos, travestidos de pastores, têm roubado lhe “fiéis”. A realidade é que os verdadeiros católicos são muito poucos. A maioria não passa de indiferentes que não lêem a Bíblia, não têm trabalho de assistência aos necessitados e não sabem o que foi explanado pelos padres durante as missas. Essas celebrações têm se tornado apenas um passatempo, onde interessam somente os rituais de batismo, casamento e missas de sétimo dia, para satisfação à sociedade.

             Nesta eleição, como nas outras, não olharão os critérios mais importantes para um líder religioso: compaixão, generosidade e acolhimento. O Papa é sempre aquela figura distante, no alto de uma janela ou num carro blindado. Sem contato com os necessitados, não é possível o despertar das qualidades citadas. Não se tem notícia de Papa visitando doentes nos hospitais, velhos nos asilos, presos ou africanos famintos, como recomendou Jesus: “Estive nu e me vestiste. Faminto e me alimentaste. Preso e doente e me visitaste…”.


Por José Matos

Religião

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