Pais de menina morta após suspeita de superdosagem depõem em corregedoria

Quarenta e seis dias após a morte da pequena Rafaela, de 1 ano e 3 meses, Jane e William Morais Formiga, pais da criança que morreu após suspeita de superdosagem de adrenalina, prestam depoimento na corregedoria da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Segundo a mãe da vítima, os advogados de Fernanda Sousa, a médica envolvida, também foram ouvidos na manhã desta segunda-feira (11/3).

Em janeiro, o órgão abriu sindicância para apurar se houve erro na conduta da pediatra. A investigação da pasta pode resultar em procedimento administrativo ou até mesmo na expulsão da médica. Fernanda é filha do presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM) do Distrito Federal, Iran Augusto Cardoso. Ele afirmou que não iria participar da sindicância aberta também pela entidade para apurar as causas da morte da criança. Procurado pela reportagem, o CRM não se pronunciou.

Entenda o caso
Rafaela Luiza Formiga Morais deu entrada no último 20/1 no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) com alergia e vermelhidão pelo corpo. De acordo com a família da criança, a pediatra teria receitado uma superdosagem de medicamento para controlar os sintomas. Minutos após ter recebido a medicação, Rafaela apresentou piora no quadro e foi transferida para o Hospital de Santa Maria. Na tarde de 23/1, teve cinco paradas cardíacas e não resistiu.

Fonte: Correio Braziliense

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