Padre confessa: “eu sou gay!”

Pronunciada numa entrevista coletiva à imprensa em Roma, na véspera do Sínodo dos Bispos (que começou dia 7 e vai até 25 de outubro), a solene frase do padre polonês Krysztof Charamsa declarando que é gay, fazendo pôse ao lado do noivo, explodiu como uma bomba de efeito retardado, abalando as colunas seculares do Vaticano. A confissão explícita lhe valeu como penalidade a expulsão da Congregação da Doutrina da Fé. Como agravante, os estilhaços do artefato foram extensivos à comunidade eclesiástica com a complementação de Charamsa, ao acrescentar que o clero é “amplamente homossexual”. Até aí, nada a lamentar, porque se trata de opção pessoal de quem é proibido da prática do “crescei e multiplicai-vos” sugerido por Jesus.

Só não concordo é com os padres pedófilos, que seduzem crianças indefesas, a quem acho que merecem ter os testículos cortados, na base da capação sem anestesia, já que são monstros travestidos de humanos, sem possibilidade de cura, incluindo nesse rol os inúmeros tarados não-religiosos que continuam proliferando. E pelo dito e ouvido, o Papa também sente repulsa por esses doentes mentais que envergonham o Vaticano, tanto é que já concordou com a prisão de vários sacerdotes pedófilos, incluindo um arcebispo.

Sobre o destino do corajoso padre no âmbito da Igreja, pela qual foi contemplado com o título honorífico de Monsenhor, por serviços prestados no transcurso de duas décadas, o Papa ratificou o veredictum da Santa Sé que condenou o sacerdote polonês. E o fez, indiretamente, sem humilhá-lo, no discurso de abertura do Sínodo, diante de 400 cardeais e bispos de diversas nacionalidades, quando assegurou que “o sonho de Deus é a união de amor entre homem e mulher”.

No entanto, proibido de atuar nos templos católicos romanos, tudo leva a crer que  Krysztof Charamsa consiga escapar do fogaréu do Inferno convencional, levando-se em conta que, numa entrevista à imprensa, respondendo à pergunta de um repórter, o papa Francisco surpreendeu a todos, afirmando que “os gays também são filhos de Deus!”

Sendo assim, Charamsa e seu noivinho poderão ser até perdoados pela Providência Divina, quando sentarem no banco dos réus no Juízo Final, se é que os casais de gays têm alguma chance de entrar no céu, com o argumento de que não fazem mal a ninguém!


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