Outubro Rosa: a chance de rastrear, identificar e curar o câncer de mama

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

O Distrito Federal é a quarta unidade da Federação com o maior número de casos de câncer de mama no Brasil. A informação é da médica oncologista Érica Batista de Queiroz Rodrigues, chefe da assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de Saúde, com base em levantamento recente do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O dado mais preocupante do estudo é que o número de mamografias realizadas vem diminuindo desde 2017. No DF, por exemplo, estava prevista a realização, em 2017, de 158 mil exames, mas só foram feitos 5 mil.

O Estudo de Mastologia, no capítulo “Mamografia no Brasil”, indica que, em se considerando a faixa etária de 50 e 69 anos, eram esperadas 11,5 milhões de mamografias no Brasil, e foram realizadas 2,7 milhões. Uma cobertura de apenas 24%, bem abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Prevenção – Os dois piores estados foram o Amapá (250 exames), seguido do DF. “Nesses meses relacionados a essa doença, como o Setembro Amarelo, o Outubro Rosa e o Novembro Azul, as campanhas visam a orientar a população a procurar atendimento e a se cuidar melhor”, diz Daniel Fernandes Marques, oncologista do Hospital de Base de Brasília e do Hospital Sírio-Libanês de Brasília.

Além do rastreio com a mamografia para o diagnóstico precoce, é preciso se preocupar com as medidas preventivas. “No dia a dia, a gente consegue prevenir muita coisa. Outubro Rosa é um mês importante para a gente entender que o câncer tem prevenção e que é curável quando se tem o diagnóstico precoce”, afirma doutor Daniel Marques.

Ele diz que, “se considerar a mamografia feita no mundo, é um exame que ajuda a diminuir os números de mortalidade por câncer de mama porque diagnostica precocemente e a chance de cura é maior”.

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