Os fitatos dos alimentos

Talvez você já tenha ouvido falar, em algum momento, lendo sobre nutrição, sobre o termo fitato. Os fitatos são considerados componentes naturais de alimentos de origem vegetal, presentes principalmente em grãos e sementes. Dependendo do grau de processamento do alimento, a ingestão desse componente pode variar na dieta dos indivíduos. Em dietas vegetarianas, a ingestão média de fitatos pode chegar a 2600 mg por dia, mas em dietas mistas esse teor varia de 150 a 1400 mg por dia.

Muitas pesquisas mostram que há uma menor disponibilidade de minerais em alimentos de origem vegetal quando comparados com os de origem animal, e pelo menos in vitro a interação entre proteína e fitatos afeta negativamente a digestibilidade das proteínas, o que vai de encontro com a informação de que as melhores fontes proteicas são de origem animal.

A principal preocupação quanto à presença de fitato na dieta é o seu efeito negativo na absorção de minerais, tais como o cálcio, ferro, zinco, magnésio, manganês e cobre. Ocorre a formação de complexos entre esses minerais e os fitatos, e os mesmos não são absorvidos pelo trato gastrintestinal. Por esse motivo que se discute tanto a questão da indicação de fontes vegetais como substituição às fontes tradicionais de cálcio, como o leite e seus derivados, devido aos estudos referentes aos efeitos negativos relacionados à lactose. Até agora o consenso na literatura diz que as melhores fontes de cálcio são de origem animal.

Por outro lado, estudos também mostram que o consumo de fitatos pode ser benéfico à saúde, pois parece favorecer a redução de doenças crônicas não transmissíveis como o diabetes, aterosclerose e doença coronariana, reduz a formação de pedras nos rins e ainda ajuda na prevenção de cáries.

Mais uma vez, a conclusão que tiramos é a de moderação na alimentação, pois só assim evitamos excessos que podem ser prejudiciais.

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