Órgãos do GDF reagem a proposta de Robério Negreiros

Deputado distrital Robério Negreiros (PSD). Foto: Divulgação

A proposta de suspensão das cobranças das contas de água e luz por 90 dias apresentada pelo deputado distrital Robério Negreiros (PSD), como forma de ajudar as populações de baixa renda durante a crise do novo Coronavírus, não foi bem recebida pelo Governo do Distrito Federal.

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Companhia Energética de Brasília (Ceb) já anunciaram medidas para amenizar os impactos financeiros sobre a população. No dia 19, a Caesb assumiu o compromisso de não cortar, neste período, as ligações de água de clientes inadimplentes. E suspendeu obras e serviços de manutenção de redes que possam causar interrupção no fornecimento de água por mais de 6 horas.

O governador Ibaneis Rocha não baixou uma norma específica, deixando que cada empresa estatal adote as medidas que lhe forem mais convenientes. A CEB, que passa por situação financeira difícil, montou esquema de plantão e estuda como amenizar as cobranças das contas de luz.

Contratos – Em meio à queda de braço com Robério Negreiros, servidores levantaram informações sobre os contratos que as empresas da família do parlamentar mantêm com o GDF, às quais o Brasília Capital teve acesso. Pedindo para não se identificar, questionam: “Se ele quer ajudar, por que não paga as contas pelo menos dos funcionários dele?”. E completam: “fazer caridade com dinheiro público é fácil”.

De acordo com números do Siggo (Sistema Integral de Gestão Governamental), a Brasfort Administração de Serviços Ltda, comandada pelo pai de Robério, que tem o mesmo nome do parlamentar, faturou R$ 1.133.510.404,13 de 2007 até o início de 2019 em contratos com o GDF.

Em 2019, a Brasfort Administração e Serviços Ltda faturou, em contratos com o GDF, R$ 7.230.711,25 da Transporte Urbano do Distrito Federal – DFTrans; R$ 4.604.912,61 da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal); R$ 4.112.446,03, da Secretaria de Transporte e Mobilidade; R$ 4.546.063,58, da Secretaria de Economia; R$ 2.112.038,74, da Agência de Fiscalização do DF – Agefis; e R$ 910.036,35, da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Neste ano, a Brasfort já embolsou, até o dia 23 de março, R$ 1.654.495,52 da Secretaria de Proteção à ordem Urbanística – DF Legal; R$ 1.521.502,26 da Secretaria de Economia; e R$ 216.021,21 da Secretaria de Transportes e Mobilidade.

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