ONG marca caminhada em defesa da orla livre

Marcelo Ottoni, do movimento Ocupe o Lago – Reprodução Facebook

A Organização Não-Governamental (ONG) Ocupe o Lago marcou uma caminhada para domingo (20), com saída às 17h do Morro da Asa Delta (próximo à QI 12 do Lago Sul). A ação é um protesto contra a pretensão do governador Ibaneis Rocha (MDB) de limitar o acesso da população ao Paranoá.

Os organizadores do ato pedem aos participantes que levem pranchas, canoas, barcos e bichos de estimação, e convidem amigos e familiares. “Estamos convidando todos os amigos e amantes do nosso espelho da água. Ainda na postagem das redes sociais, a preocupação com a limpeza e conservação do local. A organização pede que os participantes se responsabilizem pelos resíduos gerados na ocasião.

Para Marcelo Ottoni, representante do movimento “Ocupe o Lago”, as manifestações de Ibaneis sobre o impedimento de circulação na orla é um retrocesso. ” Vamos atuar sempre em defesa da democratização do uso deste patrimônio. Não é adequado a realização de atividades de alto impacto, e exatamente por isso, é necessário a manutenção e adequação do projeto já previsto, que garante o uso responsável e socioambiental da área”.

“Precisamos mostrar a todos que o bom uso do Lago contribui com o meio ambiente. Ocupar é preservar. Com consciência ecológica e boas práticas podemos aproveitar o que Brasília tem de melhor. Deixar a população longe da orla é tirar do morador de Brasília o potencial que a natureza tem para oferecer”, diz a convocação no Facebook, que defende a orla livre com a #ocupeolago.

Rollemberg se manifesta

Rodrigo Rollemberg, também pelas redes sociais, se manifestou sobre a polêmica fala de Ibaneis. Em vídeo publicado em sua página do Facebook, o ex-chefe do executivo teceu duras críticas ao sucessor. “A proposta de probição de circulação na orla demonstra um profundo preconceito por achar que a presença das pessoas, em especial as mais pobres, vai sujar o lago Paranoá. Demonstra também a defesa de interesses privados em detrimento de interesses públicos. Ibaneis foi um dos advogados que tentou impedir a liberação da orla”, comenta.

“A descontinuidade de projetos é uma prática constante na troca de gestores, mas temos que entender que o interesse maior é o da sociedade. Esperamos que Ibaneis não faça a interrupção do Orla Livre. A desobstrução permitiu que mais pessoas tenham acesso ao lago e os equipamentos públicos, espalhados por mais localidades da orla, diluiu bastante a concentração que ocorria em alguns pontos, tornando a utilização mais tranquila e pacífica, hamonizando o interesse entre a população e os moradores da região”, finaliza Ottoni.

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