Ômega 3 e aleitamento materno

Em edições anteriores, já falei sobre os benefícios do Ômega 3 para o nosso organismo, principalmente sobre seu efeito relacionado aos processos inflamatórios do corpo, por se tratar de um precursor de substâncias menos inflamatórias nas células. Na coluna desta semana, o assunto é tão importante quanto, mas voltado para os pequenos, especialmente de zero a seis meses, e para as mamães.

O aleitamento materno é importante para o desenvolvimento e saúde do bebê, e muito se fala sobre os fatores imunológicos passados de mãe para filho pelo leite materno. Pouco se fala, porém, da importância do fornecimento de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do cérebro do bebê nesse período.

O leite materno é realmente tudo de bom. Através dele o bebê recebe o Ômega 3, em uma forma mais ativa, chamada de DHA (ácido docosaexaenoico). Lactentes em aleitamento materno recebem quantidades adequadas de DHA por meio do leite materno, suprindo assim suas necessidades.

O DHA está presente em grande quantidade na retina e em certas áreas do cérebro, acumulando-se no final do período fetal e no início do período pós-natal. A deficiência da ingestão de ácidos graxos polinsaturados foi associada a níveis reduzidos de DHA nas hemácias e nos tecidos da retina e do cérebro, e com anormalidades na função da retina que podem ser irreversíveis.

Portanto, além de garantir o aleitamento materno exclusivo até os seis meses, e complementar até os dois anos de vida, as mamães devem se alimentar de fontes de Ômega 3, ou procurar um nutricionista para suplementar esse nutriente na dieta.

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