O sonho que virou realidade

Para desgosto dos reacionários que rezam pelo catecismo do entreguismo e que deveriam ter sido enquadrados no crime de lesa Pátria (aliás, membros da mesma falange que foi contra a fundação da Petrobrás e depois tentaram vendê-la a troco de banana, como  fizeram com a Vale do Rio Doce), Brasília se tornou Capital do Brasil, de fato e de direito, no dia 21 de abril de 1960. 

Este relevante ato histórico ocorreu há 53 anos, mas, para mim, é como se tivesse acontecido ontem, ao relembrar aquela noite inesquecível, “catando milhos” no teclado da minha Olivetti portátil, tentando alinhavar na lauda em branco o que os meus olhos viam, inclusive Juscelino tentando estancar com um enorme lenço branco as lágrimas que jorravam de seu coração.

Naquele instante, traído pela emoção, senti a proximidade das
lágrimas, mas me contive, porque repórteres são proibidos de chorar quando estão trabalhando.  Mas, que havia razões para tanto, claro que havia.

Afinal, a Capital que nascera em letra de forma na 1ª Constituição da República, de 1891, ratificava o sonho de Dom Bosco, vislumbrado oito anos antes, mais precisamente na noite de 30 de agosto de 1883, quando um anjo apareceu para o santo salesiano e o convidou para uma viagem pela América do Sul, partindo de trem de Cartagena, na Colômbia.

Depois de atravessar montanhas e matas virgens (floresta amazônica), exatamente entre os paralelos 15 e 20, ouviu-se uma voz: “quando escavarem essas minas escondidas, em frente a esses montes, aparecerá aqui a terra prometida, que jorrará leite e mel. Será uma riqueza inconcebível!

A esta altura me pergunto: terá sido adivinhação ou mera coincidência que os paralelos que localizam Brasília no mapa sejam os mesmos do sonho de Dom Bosco? E, com certeza, quem teve a feliz oportunidade de testemunhar de perto o batismo de uma cidade que brotou do planalto virgem naquela noite memorável de 21 de abril, jamais duvidará que a nossa Capital é o fruto de um autêntico milagre de outro santo (não canonizado) chamado Juscelino Kubitscheck de Oliveira, acompanhado de sua equipe de arcanjos, entre os quais Bernardo Sayão e Israel Pinheiro.

E, mais uma vez, vamos agradecer a Deus pela existência desta Terra Prometida, que continua jorrando leite e mel, e tem sido de uma riqueza inconcebível para o Brasil!

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