O futebol não pode se calar

Historicamente, o futebol, esporte mais popular do Brasil, é machista, homofóbico e até racista. Levou-se alguns anos para que negros fossem aceitos nos clubes. Torcedores de todo o país até hoje ainda utilizam cantos homofóbicos para “tirar sarro” de algum rival. E as mulheres ainda sofrem com o preconceito e a desvalorização na modalidade.

Mas, há alguns anos, os clubes, por meio de seus departamentos de marketing, estão se engajando em pautas sociais, culturais e em lutas das minorias da sociedade. Nesta semana, o caso da jovem Mariana Ferrer chocou a opinião pública. Foi o assunto mais comentado no Twitter. Percebendo o tamanho da influência que possuem sobre seus milhões de torcedores, os clubes se posicionaram contra a violência contra as mulheres.

Coincidência? – Esse tipo de posicionamento através das redes sociais dos clubes de futebol vem se tornando cada vez mais comum. Um dos pioneiros foi o Santos, agora um dos únicos três clubes a não se manifestar, junto com o Atlético-GO e o Bragantino.

Coincidência? Não. Recentemente, o Santos teve o caso do atacante Robinho, condenado por estupro na Itália, que voltaria a vestir a camisa do alvinegro, mas, pela pressão de torcedores, da mídia e de patrocinadores, cancelou o contrato.

O Atlético-GO tem no elenco o goleiro Jean, que em 2019 foi preso nos EUA acusado de agredir a esposa. Já o Bragantino tem o atacante Wesley, que em 2019 foi condenado a uma pena de um ano e quatro meses em regime aberto por lesão corporal em violência doméstica, após agredir a então namorada.

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