O ano novo e lá vem tudo de novo

Há os que não pensam em nada e só seguem no baile tumultuado da vida. Final de ano parece que traz tantas emoções embaraçadas: tem gente que fica feliz que o ano está acabando, férias chegando, descanso. Outros já ficam mais reticentes, se isolam mais e sentem uma nostalgia sem explicação. Não sei como essa época tão efêmera lhe chama à atenção, mas uma coisa é certeza: você pode passar por muitos anos novos, mas se não se prontificar a uma mudança com disposição e afinco, seu ano será sempre o mesmo.

Para se conquistar um ano novo de fato, é necessário sair da zona de conforto e se tornar responsável por si mesmo, avaliar seus atos sem querer culpar o “coleguinha” ao lado. Entende-se por “coleguinha” a mãe, o pai, o marido, a
namorada, a vida. Não importa o que houve, resolva você o que fará com o que fizeram de você. Pare de tentar encontrar malfeitores pelas suas dores e mazelas e vá em frente, enfrente-se! O ano novo só será novo de verdade se você testar algo diferente do já experimentado.

Falando assim parece simples, fácil, né? E é! De fato, mudar não é tão impossível como achamos ser. Não sei quais serão suas resoluções de ano novo e nem as buscas que quer se propor, mas se aventure mais, tenha menos medo, não hesite tanto. Não se trata de seguir a máxima “deixe a vida me levar”, mas levar a vida em ritmos diferentes. Não se prenda a certo e errado, julgue-se menos, não seja tão rígido com você, a não ser que esteja sendo relapso consigo. O importe é: arrisque, pois não existem fórmulas mágicas.

Final de ano e todos falam sempre em fechamento de ciclos, supertições que não param mais para tudo que se imaginar, mas e depois que isso passa? Quando o ano realmente começa e as supertições não realizaram seus pedidos, as buscas se perderam no caminho, o que estava andando bem, desandou. E aí, como fica? Por isso, não quero motivar você a nada, porque motivação cada um tem a sua e ela muda a todo instante se nos permitirmos.

Desejo a você um ano com mais esperanças e menos medos. Que suas escolhas reflitam seus desejos e menos as suas dúvidas e o receio de tentar. E quando der medo, tudo bem. Aposto que você já realizou grandes feitos com medo mesmo. Então, não espere a Simony perguntar “o que você fez” deste ano. Se convide a refletir por alguns minutos e reformule novas tentativas para aquilo que de alguma forma falhou, e aceite as falhas como experiências tão válidas quanto as conquistas e vitórias.

Feliz ano novo!

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