Ninguém sabe, ninguém viu

Conjunto de prédios simboliza a falta de seriedade em contratos do governo com a iniciativa privada. Foto: Antonio Sabino

O assunto Centro Administrativo virou um grande tabu no Palácio do Buriti. Desde que o Brasília Capital passou a publicar matérias sobre o abandono do complexo de 17 prédios numa área de 182.000m² em Taguatinga, ninguém no GDF é autorizado a dar explicações sobre o futuro daquela estrutura.

Dívida – Construído numa Parceria Público-Privada com o consórcio Odebrecht/Via Engenharia, o CEAD está pronto desde dezembro de 2014. Mas o governo se recusa a recebê-lo. Isto fez a dívida do Centrad junto à Caixa Econômica e ao Santender passar de R$ 700 milhões em 2015 para mais de R$ 1,2 bilhão.

Comissão – A secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, criou uma comissão para acompanhar o caso. O grupo trabalha desde janeiro de 2016, mas, pelo menos para o público externo, até o momento não apresentou qualquer resultado.

Esclarecimentos – A reportagem apurou que pessoas que participaram do governo passado têm sido chamadas a prestar esclarecimentos. Entre elas, ex-secretários, ex-diretores de empresas e ex-administradores de Taguatinga.

Cidade Caixa – Também tramitam na CEF, sob segredo, tratativas para o banco receber o CEAD em pagamento à dívida do consórcio Centrad e instalar ali todas as suas atividades técnicas e administrativas. O projeto foi batizado, provisoriamente, de “Cidade Caixa”.

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