Newton Rossi: poeta e gênio!

Chegando a Brasília no final da década de 1950 pelas mãos de Juscelino Kubitschek, Newton Rossi integrou-se desde logo à equipe presidencial empenhada na construção da futura Capital, inaugurada de fato e de direito a 21 de abril de 1960.

De uma versatilidade impressionante, NR, além de jornalista, era empresário, administrador, político, professor, orador excepcional, escritor e poeta reconhecido inclusive no exterior.Na literatura, foi fundador e primeiro presidente da Academia de Letras de Belo Horizonte; membro da Academia de Letras do Brasil; fundador e primeiro presidente do Instituto Histórico e Geográfico (Iphan-DF).

Ainda em Brasília, foi fundador e primeiro presidente da Associação Comercial e do Clube dos Diretores Lojistas do Distrito Federal.Recebeu inúmeras medalhas e condecorações, entre as quais Grau de Comendador; Cruz de Mérito, da Cruz Vermelha Brasileira; e Senador Honorário do Estado de Louisiana, conquistada in loco ao declamar algumas de suas poesias em inglês.

Não obstante ter ocupado vários cargos relevantes, NR tinha certa aversão a dinheiro, residindo modestamente numa pequena casa no Lago Sul, em companhia de sua esposa Nina, professora de piano; dos filhos Wagner, Márcia e Gleno; e dos netos Rafael, Felipe e Prescila.

No seu legado de herança cultural em 81 anos de vida ativa, o poeta deixou no rol de sua vasta produção literária o poema “A oração dos que não sabem rezar”, por sinal, editado e oficializado até mesmo na China comunista.

Eis a primeira estrofe dessa obra-prima:

“Senhor! / Que estas palavras que não dizem tudo / Possam chegar um dia aos teus ouvidos! / Chegar como quem chega sem bater à porta… / Sem roupa nova, sem nenhum requinte / E sem mesmo saber como chegou!”

        Embora culto e famoso, Newton Rossi era um homem despido de vaidades. Pelo visto, tinha um só pecado, testemunhado por mim, seu companheiro de santas boemias. Por mera coincidência, nossa bebida preferida era o conhaque Domecq, porém tinha que ser o espanhol legítimo, com a garrafa trancafiada no armário de um certo bar da Asa Sul, cujo dono era nosso amigo e guardava nosso segredo a sete chaves!

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