Nem tudo é o destino

Mestre Kalunga ensinou: “quase ninguém vive como Deus gostaria. Deus gostaria que todos vivessem melhor”. Mas, porque não vivem? porque não se esforçam o suficiente, se revoltam com as situações difíceis, desanimam ou querem progredir prejudicando o próximo.

“A vida deve existir em cooperação. Sem cooperação a máquina da vida não funciona”, ensinam todos os grandes Mestres da Humanidade. Querer progredir é da lei, mas querer progredir em prejuízo do outro é contra a lei, e a cobrança virá. Cobrança que não fazia parte do “destino”.

Quanto maior a maldade empregada, maior a cobrança. “Embainha tua espada porque quem fere pela espada, por ela será ferido”, ensinou Jesus. Viva com visão coletiva e não pense no bem apenas para você.

O terapeuta Wanderley Oliveira, no livro “Amorosidade – A cura da ferida do abandono”, tece interessantes considerações para nossa vida e saúde menta. Vejamos: “Quem não confia em si vai achar defeitos e problemas em todas as pessoas, em todos os lugares, em todo tipo de convivência e relação, reproduzindo rivalidade, desconforto e competição sistemática.

“Esses são mecanismos inconscientes da inveja de quem se sente reprovado, discriminado e não aceito. Tudo o que lhe incomoda no outro é material de reflexão para entender a própria personalidade. Indulgência é ser misericordioso, antes de tudo, consigo próprio.

Quando aceitamos quem somos, não desistindo de sermos uma pessoa melhor, a vida começa a fluir e a roda do carma do aprendizado individual passa a girar. A rejeição vinda de outra pessoa só encontra eco na nossa intimidade quando há autorrejeição. É um aviso de que estamos nos afastando do autoamor com o qual devemos nos acolher.

Confiar significa “fiar + com”, isto é, estabelecer um vínculo de saúde emocional primeiramente consigo mesmo e, depois, com seu próximo. A confiança em si mesma e nas pessoas são vigorosos escudos de proteção da alma.

A amorosidade cria o estado interno de coerência e serenidade que se expressa em forma e conduta afetuosa: empatia, gratidão e autenticidade. É fruto de um sólido bem-estar com você mesma”.

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