Música sertaneja pedida em rádio do RS servia de código na fraude do leite

A comunicação entre integrantes do esquema de adulteração de leite no núcleo de Ibirubá, na Região Noroeste, era feita muitas vezes através do rádio. Conforme o promotor Mauro Rochenback, a alternativa era utilizada porque o sinal de celular na região é ruim. O artifício era usado principalmente para a comunicação com caminhoneiros do transporte do produto. A música pedida, com dedicatória, servia como código.

“Eles tinham esse código. Como na região existe dificuldade em falar por telefone, eles usavam esse recurso para se comunicar. Ligavam para a rádio e diziam que queriam oferecer uma música para tal pessoa, e aí aquela pessoa sabia para onde tinha que ir, ou então para onde não poderia ir”, disse o promotor. “Eram preferencialmente músicas sertanejas”, completou.

 No entanto, Rochenback entende que essas escutas não sejam parte importante na investigação. Ele recebeu a informação das escutas, mas ainda não ouviu a gravação. “Não escutei ainda, não faz muita diferença, não tem as identificações”, acrescentou. 

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