Mulheres doentes de amor?

Quando se chega à idade adulta é tempo de se fazer um inventário da vida e livrar-se da influência negativa dos pais, pessoas e meios. Livrar-se das idéias de superioridade e inferioridade assimiladas. Livrar-se da mágoa dos pais por entender suas limitações.

Por não fazer isso é que temos uma humanidade medíocre e sofredora. É pelo autoconhecimento que podemos identificar em nós os defeitos de caráter que inconscientemente nos infelicitam e aos outros.

É necessário identificar os sentimentos e pensamentos nos momentos dos acontecimentos quando se é elogiado, “cantado”, bajulado, humilhado, contrariado, agredido, desprezado, descartado, “chifrado”, esnobado.

Quando se tem dinheiro ou não. Quando se está saudável ou doente. Quando se sofre um prejuízo ou acidente. Quando alguém menos gabaritado faz mais sucesso que você.

É através dessa observação que poderá descobrir todas as facetas do seu caráter: o falso, o invejoso, o violento, o assassino, o santo e o anjo, o egoísta e o compassivo.

Facetas descobertas é hora de se trabalhar, sem condenação ou justificação, para sair do estado de miséria interior e caminhar rumo à libertação que trará felicidade. Terapias, grupos de ajuda mútua, leituras psicológicas, práticas religiosas, meditação e tratamentos espirituais são recursos disponíveis ao alcance de todos.

No caso da mulher “doente de amor”, temos o grupo MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas –, de ajuda mútua. O que faz uma mulher manter paixão crônica por quem não lhe quer é a ignorância de si que lhe mantém numa condição de baixo valor, consciente ou inconscientemente, principalmente quando é humilhada.

No fundo, ela acha que merece sofrer e que esse sentimento doentio é amor. Amor não causa sofrimento. Amor implica em alegria, liberdade e paz. O que causa sofrimento são os “lixos” colocados na relação, tais como expectativa, idealização, compensação, identificação, status, busca de sensações, etc, que são confundidos com amor.

É preciso ensinar para  crianças e jovens que somos seres livres e que ninguém tem obrigação de gostar ou viver conosco. Gostam e vivem se quiserem, até a hora que quiserem. A nossa felicidade deve depender de nós e não dos outros.

Associado a isso, temos a técnica de substituição dos pensamentos. Quando um pensamento não lhe interessa mais, substitua-o sempre que ele vier. A repetição faz com que ela torne-se automática.

Assim, desaparecem a antipatia, a saudade, a mágoa, o desejo de vingança, a paixão crônica, porque todos têm a mesma raiz: alimentação da ideia. Use a técnica, mas não marque tempo e nem resultado. E quando encontrar a pessoa motivo da paixão, dirá: é por esta porcaria que eu estava apaixonado (a)?

Pratique! Mas não esqueça de Confúcio: Seja natural, não vá para os extremos e ame!

 


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