MPF quer que universidade, alunos e ex-aluno indenizem vítimas de trote

Ação totaliza 400.000 reais e é referente a fatos ocorridos em 2010

Estudante passa por trote da USP

MPF pede que Universidade de Mogi das Cruzes seja obrigada a adotar medidas preventivas contra trotes (Alessandro Shinoda/Folhapress)
O Ministério Público Federal (MPF) de Guarulhos entrou com ação na Justiça Federal pedindo que a Universidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e mais dois estudantes e um ex-aluno da instituição paguem 400.000 reais por danos morais coletivos decorrentes de um trote violento contra calouros em 2010. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela assessoria de imprensa do MPF.

O procurador da República Matheus Baraldi Magnani, autor da ação, alega que os estudantes de medicina Giuseppe Fernandes Pastore e Cláudia Pastorelli Mosca e o médico Ricardo Vicente de Miranda Faria agiram de “modo agressivo e desumano”. Por isso, pede que cada um deles pague 100.000 reais a título de indenização.

Em fevereiro de 2010, calouros do curso de medicina foram levados a um sítio e submetidos a agressão física e moral. “Após passarem por um circuito de lama e uma piscina de frutas estragadas, foram conduzidos para uma cruz de madeira onde foram agredidos com ovos, farinha, ketchup, mostarda, cerveja e peixe podre”, afirma o procurador. De acordo com o MPF, além de terem sido humilhados, alguns jovens relataram ter recebido tapas dos veteranos. Traumatizada, uma das estudantes agredidas desistiu de cursar medicina na universidade. 
Fonte: Veja Online
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