Morte na juventude

Quando Chico Xavier comentava sobre guerras, referia-se, sempre, ao sofrimento das mães. As razões das mortes mudaram. Hoje, os jovens estão morrendo por excesso de drogas, brigas, acidentes e, o pior de tudo, suicídios. Independentemente das causas, continua o sofrimento das mães, embora pais sensíveis sofram tanto quanto elas.

Hoje, o sofrimento é de minha amiga Luana Matias, mãe do meu amiguinho João Lucas, de 22 anos de idade. Não obstante o trágico acontecimento, ela não pode imaginar que é preferível, mil vezes, morrer de doença ou acidente que assassinado. A morte natural é encerrada em si. Com a morte por assassinato ou suicídio, entra-se na roda do carma e nunca se sabe quando se sairá.

Para cada um de nós, de acordo com nossas necessidades cármicas de educação da alma, programa-se, também, um gênero de morte e idade mais adequados, de acordo com essa necessidade. Nisso, inclui-se também a necessidade cármica da família. Exceto para pais que, por amor, se candidatem a receber um filho que precise passar por estas provas.

Muito bem fazem os pais que transformam sua dor em instrumento de utilidade para os demais. É assim que muitas instituições beneficentes são fundadas. Lucinha, mãe de Cazuza, fundou a Fundação Viva Cazuza, onde muitos jovens são beneficiados. Outros, escrevem livros, e outros, ainda, colaboram em instituições diversas. Não basta topar em pedras. É preciso tirá-las, para que outros não topem ou tenham ajuda para curar suas feridas.

A verdade é que a superação do sofrimento depende muito de ação benéfica aos outros, mas, também, de fé. Deus só age para o melhor. Suas linhas não são tortas. Nós é que somos ignorantes. Como dizia Irmã Dulce: “Tudo tem uma razão de ser. A nós cabe aceitar”.

Vocês são sempre alegres assim?, perguntou o ex-jornalista Silveira Sampaio a um grupo de espíritos felizes. Sim, responderam eles. Como vocês conseguem? Confiando que Deus sempre age para melhor, responderam todos. Confiar, aceitar, superar, compartilhar!

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