Morte durante reparo de adutora

No fim desta manhã, o funcionário da CAESB, Luciano Almeida da Silva, faleceu, após ter sido levado pela correnteza.

Os colegas de trabalho tentaram reanimá-lo até a chegada dos bombeiros, que prosseguiram com a tentativa por mais vinte minutos. Ele foi levado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), sem reação, mas não resistiu. Quem confirmou a informação foi o Major Luiz Nacimento.

Outro funcionário da empresa, Flávio Henrique Lopes de Matos, chegou a ficar submerso por doze minutos, após ter sido lançado pela força da água, que expelia 200 litros de água a cada 15 segundos. Ele foi levado ao HBDF, juntamente com Luciano, e seu estado é grave. Apesar de estar consciente, ainda está em observação e sob cuidados médicos.

Outros três funcionários também se feriram. Um deles, Huberval Pereira da Silva, quebrou o fêmur da perna esquerda, enquanto Gildemar da Rocha e Ivair Ferreira da Silva tiveram apenas ferimentos leves.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Purificação da Água e Serviços de Esgoto do DF (Sindágua), Jeferson Lima, os funcionários não tinham experiência. Todos eram terceirizados e não estavam acostumados com esse tipo de serviço (reparo de adutora). No entanto, a esposa de Gildemar afirmou que seu marido trabalha na CAESB há 14 anos.

Otto Silvério Guimarães, presidente da CAESB, disse que esse é um procedimento corriqueiro realizado pela companhia. Ainda segundo ele, a prioridade não são as obras de reparação, e sim a perícia da polícia Civil.

A falta de água afetou as regiões do Guará I e II, Lúcio Costa, Super Quadra Sul e Setor de Chácaras do local.O trânsito da região está congestionado e moradores reclamaram que levaram 40 minutos para acessar a Estrada Parque Taguatinga (EPTG). O engarrafamento chegou a 7km.

Apesar de a equipe da CAESB ter passado a noite realizando o conserto, ainda hoje de manhã, por volta das 8h30, os reparos ainda não haviam sido concluídos. O problema foi causado pelo desalinhamento de uma adutora. A falta de água que acometeu as regiões supracitadas quase não foi percebida, visto que ocorreu de madrugada. O verdadeiro caos foi causado pelo trânsito.

 

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