Morador de Águas Claras na mira do STF

Winston Rodrigues Lima, capitão da reserva. Foto: Divulgação

Um dos 29 alvos das buscas e apreensões determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, referentes ao inquérito das fake news é morador de Águas Claras. Winston Rodrigues Lima – carioca, capitão da reserva da Marinha, membro da Associação de Moradores de Águas Claras (AMAAC) e dono do canal no YouTubeCafezinho com Pimenta está na cidade há 10 anos e foi candidato a deputado distrital em 2018.

Filiado ao PRP, Lima obteve 5.400 votos. O partido elegeu a deputada federal Bia Kicis, também envolvida no inquérito das fake news. A operação da Polícia Federal, na quarta-feira (27), apreendeu o celular e o HD do computador de Winston.

Administrador – As tentativas do capitão da reserva de ocupar cargos eletivos não ficaram restritas à candidatura à Câmara Legislativa do DF. Durante o governo de transição, em novembro de 2018, o Brasília Capital abriu votação popular, como uma prévia de uma possível eleição para administradores regionais, prometida pelo então governador eleitoIbaneis Rocha (MDB) durante a campanha.

Na “eleição” para administrador de Águas Claras, Winston Lima recebeu 1.248 votos, foi o segundo mais bem votado, atrás do jornalista João Carlos Bertolucci. À época, sua promessa para os moradores da RA XX era concluir o calçamento, aumentar o número de creches e construir a primeira escola pública na parte vertical da cidade.

Manifestações – Depois de ter sido alvo da PF, Winston declarou que está se sentindo “triste” e que não entende o motivo pelo qual as autoridades o investigam. Em grupos de WhatsApp, administrados por ele, são divulgadas e incitadas manifestações de apoio ao Presidente da República. A próxima, segundo mensagens obtidas pelo Brasília Capital, ocorrerá no domingo (31 de maio).

Corre no STF o inquérito que apura organizações de atos antidemocráticos e inconstitucionais ocorridos em abril. Parte desses atos, em Brasília, contou com a participação do próprio Bolsonaro. O que provavelmente motivou o Supremo a investigá-lo.

WhatsApp – No grupo “Vamos Melhorar Brasília?”, criado em 22 de abril de 2019, são divulgadas mensagens de ódio contra os ministros do STF. O dono do grupo normalmente compartilha os vídeos do seu canal, onde transmite diariamente a entrada do Palácio do Alvorado, onde Bolsonaro costuma falar com apoiadores. 

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