Ministério da Saúde corre para antecipar vacinação

​Depois de passar o ano negando a gravidade da pandemia e desenhando a agressividade do novo coronavírus, o governo federal anuncia a possibiidade de iniciar, no máximo em fevereiro, a vacinação contra a covid-19. 

Diante da pressão da população e de governadores para lançar a campanha de imunização nacional, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou estar empenhado em acelerar o processo de vacinação no país. 

Previsão – A nova previsão para começar a vacinar os primeiros grupos prioritários é o final de janeiro, “na melhor hipótese, indo até meio e final de fevereiro, em uma pior hipótese”, declarou Pazuello em discurso, terça-feira (22), na Comissão Externa de Enfrentamento à covid-19, na Câmara dos Deputados.

 A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estima disponibilizar a primeira remessa da vacina, em parceria com a AstraZeneca, em 8 de fevereiro. Após o embate político entre João Doria e o presidente Jair Bolsonaro, o governo também avançou nas negociações com o Instituto Butantan, desenvolvedor da CoronaVac, em conjunto com a chinesa Sinovac. 

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que o ministério vai expandir a compra da CoronaVac: em vez de 46 milhões de doses, pretende adquirir 100 milhões até o final do primeiro semestre.

Já com acordo de transferência tecnológica com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, planeja entregar ao Programa Nacional de Imunização (PNI) o primeiro um milhão de doses da produção nacional da Fiocruz entre 8 e 12 de fevereiro.

O governo federal espera incorporar 100,4 milhões de doses da vacina de Oxford no primeiro semestre de 2021. Há, ainda, a previsão de 42,5 milhões de doses fornecidas pelo mecanismo multilateral Covax Facility, outras 70 milhões pela Pfizer, além de tratativas com a CoronaVac.

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