Médicos – que mundo é este?

 

“Que mundo é este onde temos que falar do óbvio”? falou Brecht em plena segunda guerra mundial referindo-se aos nazistas. Que mundo é este, diria eu, que temos que cobrar ética dos médicos? Sim. Ética dos médicos. Médicos que não vão trabalhar e fazem dedo de silicone para colegas marcarem o ponto; médicos que marcam o ponto e vão embora; médicos que atendem uma hora, às pressas, e saem para atender pacientes em seus consultórios; médicos que dormem nos plantões e se recusam atender os pacientes; médicos que se recusam atender paciente porque são petistas. E quando os pacientes morrem por omissão ou mal atendimento? Os médicos são co-responsáveis. Os códigos terrestres não anotam esses crimes, mas ficam devidamente anotados nos códigos divinos.

Mais do que todas as profissões,a medicina precisa de vocação e dedicação. Não é profissão para quem busca status e riqueza. Com médico vocacionado e educado, o paciente melhora com uma simples consulta. Em geral, os médicos vocacionados nascem com uma energia de cura; podem curar ou fazer o paciente melhorar com uma simples conversa. Quando agem pensando na cura do paciente, beneficiam-se também porque melhoram a própria energia evitando doenças que os acometeriam no futuro. Um tumor maligno latente pode transformar-se em tumor benigno. A ação compassiva do médico será motivo de grande alegria na velhice pelo reconhecimento dos pacientes e pela paz de consciência.

Nesta semana que passou vimos, com perplexidade, manifestações de alegria por parte de vários médicos, pela morte de Dona Mariza, esposa de Lula. Um deles, se dizendo neuro-cirurgião, demonstrou irritação pelo procedimento adotado que tentava salvar a vida desta senhora. Espera-se punição pela justiça e pelo órgão de classe, e essas pessoas deviam procurar outra profissão. Felizmente, tivemos manifestação de condenação desses pseudo-médicos por vários profissionais gabaritados lembrando o código de ética e exigindo punições. A esses, todas as honras e homenagens!

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