Medicamentos mais caros

 

Alta no preço dos remédios chega a mais de 6%

Dona Maria Ribeiro, 79 anos,é mãe de quatro filhos, tem sete netos e convive com a hipertensão há vinte anos. Ela sente no bolso sempre que sobem os preços dos remédios que precisa tomar diariamente.

Na última semana, dona Maria teve que desembolsar, pelo menos, 6,31% a mais do que pagava em 2012. A alta nos preços do remédio foi autorizada na quinta-feira (4) pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão formado por representantes de vários ministérios.

Mas, a queixa da leitora é que o aumento tem chegado ao consumidor maior do que o anunciado pelo Diário Oficial. Tomamos como exemplo o remédio Sinergen, para hipertensão. O preço antes pago pelo consumidor era de R$ 83,80, em abril chegou a R$ 91,28, na mesma farmácia.

A tabela que trás o reajuste ainda não está concluída pela CMED. Diferente do que acontecia, o reajuste é negociado com os empresários da categoria antes de a tabela ser publicada. Mas, na realidade, o povo já está pagando.

Segundo a assessoria da farmácia, “a Drogasil segue as determinações legais e o reajuste de medicamentos obedeceu às Resoluções 01 de 8/3/2013 e 02, de 3/4/2013 que, conjuntamente, determinavam que os preços poderiam ser reajustados em 30/3/2013, sendo que a empresa somente procedeu ao reajuste em 3 de abril de 2013”.

Proprietário de uma farmácia em Águas Claras, Rodrigo Martins lamenta a alta nos preços.  “Remédio e comida são duas coisas que devemos comprar e pronto. Não temos escolha. Os aumentos afetam diretamente os consumidores”.

Sobre a diferença de preços, Rodrigo complementa: “os custos operacionais das grandes farmácias podem ser uma das explicações pela diferença de preço. Vale a pena o paciente solicitar ao médico descontos fornecidos pelos laboratórios ou utilizar benefícios do governo concedidos aos aposentados”.

O Brasília Capital fez a mesma pesquisa de preço em outras farmácias e constatou que a prática é mais comum do que se imagina, principalmente em grandes redes. Existindo, porém, exceções. O que sugere ao paciente fazer, sempre que puder, uma pesquisa de preço. Por exemplo, encontramos o mesmo Sinergen por até R$ 72,88.

A Anvisa disponibilizará em seu site a nova tabela de preços assim que ela for preenchida pela CMED.

 

Farmácias viram postos de coleta

Nova lei obriga estabelecimentos a receber medicamentos vencidos do consumidor

A lei distrital 5092/2013, sancionada na sexta-feira (5) pelo governador Agnelo Queiroz, obriga farmácias e drogarias do Distrito Federal a receber medicamentos vencidos, encaminhados pelo consumidor.

A partir de agora, os estabelecimentos farmacêuticos passam a ser também postos de coleta, atendendo à chamada logística reversa, prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tem como finalidade, devolver o medicamento vencido ao fabricante para o descarte adequado.

De acordo com a nova lei, a triagem e frequência de envio do material descartado ao fabricante dos medicamentos com prazo de validade vencido ficará a critério do estabelecimento farmacêutico.

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