Mancha no Paranoá

Juíza determina perícia criminal

 

A juíza Ana Carolina Ferreira Ogata, da 8ª Vara Cível de Brasília, acatou o pedido da empresa Técnica Construção, Comércio e Indústria e determinou a realização de uma perícia criminal nas amostras do material coletado no Lago Paranoá após o surgimento de uma mancha de óleo, no dia 17 de outubro passado.

O trabalho está a cargo do Químico da Universidade Federal de Goiás (UFGO), Sérgio Botelho de Oliveira. Além de suas próprias impressões, ele se debruçará sobre pelo menos outros dois estudos feitos pela Universidade de Brasília (UnB) e pelo Quinossan – Laboratório Químico Ltda, contratado pela Técnica Construção, a pedido da Secretaria de Saúde.

A Técnica Construção é responsável pela manutenção das caldeiras do Hospital Regional da Asa Norte e contesta o laudo da UnB, que tem o respaldo da Secretaria do Meio Ambiente e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), apontando que o óleo que poluiu o lago teria saído das máquinas do HRAN. Na versão do Quinossan, o material seria piche, e teria escorrido das obras de recapeamento de pistas no Plano Piloto, como a L-2 Sul, por exemplo.

Será baseada no laudo criminal do químico da UFGO que a Justiça determinará as responsabilidades pelo desastre ambiental e que serão responsabilizados pelo pagamento de multas que podem ultrapassar R$ 2 milhões, incluindo os trabalhos de despoluição do Paranoá.

“Já existe um indício muito forte de que a mancha foi causada por asfalto diluído, que, popularmente, pode ser chamado de piche. O que está cada vez mais claro para nós é de que não foi o óleo das caldeiras do HRAN que chegou ao lago, pois ele necessitaria de uma temperatura mínima de 60 graus centígrados para se manter em estado líquido e escorrer pelas galerias de esgoto até chegar ao lago”, aposta o dono da Técnica Construção, engenheiro Jair Rodrigues da Costa, indiciado como testemunha no inquérito para explicar a morte de um quero-quero, um outro pássaro não identificado e dois cágados.

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