STF decide mandar goleiro Bruno de volta à prisão

Bruno está solto há dois meses. Foi contratado pelo Boa Esporte, de Varginha. Foto: Lúcio Adolfo

O Supremo Tribunal Federal decide mandar o goleiro Bruno de volta para a prisão. Decisão é da Primeira Turma do STF, formada por cinco ministros. Por três votos contra um, eles votaram nesta terça-feira (25) pela derrubada da decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que havia decidido soltar o atleta, em fevereiro.

Mesmo tendo sido condenado pela Justiça, Bruno estava preso preventivamente. Ele aguardava julgamento de um recurso apresentado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Marco Aurélio Mello havia considerado que existia já excesso de prazo na prisão do goleiro. E que, assim, ele teria direito de esperar em liberdade a apreciação sobre recursos, em decisão liminar.

Votos

O julgamento da primeira turma do Supremo ocorreu por causa de um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que Bruno aguarde na preso o julgamento de recurso que tramita há quatro anos no TJMG.

Votaram para que Bruno volte à prisão os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luiz Fux. Votou para que o goleiro permanecesse em liberdade o ministro Marco Aurélio. O outro integrante da turma, Luis Roberto Barroso, não participou do julgamento.

Bruno deixou a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), onde cumpria prisão preventiva, em 24 de fevereiro. Duas semanas depois, ele fechou contrato com o Boa Esporte, de Varginha.

Crime

O goleiro Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, em 8 de março de 2013, pelo assassinato e ocultação do cadáver da ex-amante Eliza Samudio, e ainda pelo sequestro e cárcere privado do filho recém-nascido de ambos.

Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos.  Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

 

 

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