Máfias de prostituição

Goianas deportadas de Portugal, no aeroporto de Brasília: terminal é o principal ponto de partida para aquelas que deixam o país com a intenção de vender o corpo na Europa (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 19/3/09)
Goianas deportadas de Portugal, no aeroporto de Brasília: terminal é o principal ponto de partida para aquelas que deixam o país com a intenção de vender o corpo na Europa

Contada na edição de ontem do Correio, a história de Letícia Peres Mourão é incomum, porque foi um dos raros casos de mulher escravizada na Europa que teve a coragem denunciar seus agressores. No entanto, muitas brasileiras tiveram um fim trágico como o dela. Aos 31 anos, Letícia morreu com um tiro na cabeça, no Guará, em 2008. Tantas outras foram assassinadas sem sequer conseguir voltar à terra natal. Goianas, como ela, são as maiores vítimas das máfias da prostituição internacional.

Em média, 20 brasileiras são assassinadas anualmente no exterior em consequência da exploração sexual. Somente em 2012, sete goianas fizeram parte dessa estatística. E foi o ano com o menor número de vítimas no século. O estado já chegou a perder 20 cidadãs assassinadas por conta da atividade em um ano. Outras 18 desapareceram a cada 12 meses, em média. Os números são da Secretaria de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás, órgão encarregado de dar assistência aos goianos no exterior e as suas famílias no Brasil. 

O órgão estima que haja de 2,5 mil a 3 mil goianas vivendo da prostituição na Europa, de forma voluntária ou forçada. A Espanha, onde Letícia viveu sob o regime de escravidão, é o principal destino das prostitutas goianas desde os anos de 1990.

Fonte: Correio Braziliense
Extratos dos Jornais

Deixe um comentário