Louvando Brasília, lavando a alma

 

 

Minha rua, minha morte

Minha, sua, nossa sorte.

Minha casa, minha vida

Minha casca de ferida

Desferida pela vida

Pela morte, pela sorte

Pelas asas Sul e Norte

 

Brasília completa, neste 21 de abril,  53 anos de existência e, contrariando muitas previsões pessimistas, se consolida num enorme mix produtivo de bens e serviços, notadamente destes, destacando-se no ranking das capitais brasileiras em alguns índices, com maior ênfase para a distribuição de riquezas de uma das melhores rendas per capitas do país.

As solenidades para homenageá-la se multiplicam em shows musicais, eventos culturais e literários. Vão, também, de missas a celebrações de outras religiões, de preces ecumênicas, até às danças e rufares de tambores das crenças afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, mobilizando e unindo a todos que habitam a cidade, nascidos aqui ou não, o que não faz diferença.

Tanto os nativos de Brasília quanto nós, candangos, originados dos mais variados rincões, que a vimos nascer e ser construída, “tijolo por tijolo num desenho mágico”, nos associamos, num clima de confraternização e de demonstração de carinho pela cidade que ajudamos a fazer e que nos acolhe a todos e que não para de crescer, em ritmo acelerado.

Suas largas avenidas dão asas à imaginação, fazendo confundir, a quem viaja nos Eixões  pela primeira vez, em qualquer dos sentidos, norte ou sul, que tem a sensação de não chegar nunca a lugar algum, e ao mesmo tempo, a certeza de que se encontra na linha divisória dos dois eixos centrais, que  definem os lados leste e oeste, em ambas as asas deste avião em que viajamos.

Brasília, a Capital da Esperança, significa, para mim, a eterna esperança de dias melhores, que virão à medida da melhora de cada um de seus habitantes. E cada tijolo desta verdadeira obra de cidadania brasileira e orgulho nacional me parece “um desenho lógico”, com a bênção de Francisco.

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