Lixo gera transtorno em Taguatinga

 

Muito lixo na rua e apenas um condomínio multado. Agefis promete fechar o cerco

 

Por trás de um sorriso cativante, a professora Alexandra Castro esconde a indignação de ser a síndica do único condomínio de Taguatinga Sul/ Centro (o Barão de Mauá, na QSA 4), multado por má acomodação do lixo. “Fomos multados no dia 3 de dezembro e nosso entulho não era tão bagunçado quanto os que vejo na mesma rua. Desde então, fotografo todas as irregularidades que vejo”, conta ela, revoltada.

Foram inúmeros flagrantes, tanto de Alexandra quanto da reportagem do Brasília Capital de sacos fora da lixeira e lixo espalhado e mal acondicionado. Os moradores tentam se eximir de culpa. Segundo eles, o problema do lixo na QSA também é social. “São inúmeros moradores de rua, catadores de materiais recicláveis e mendigos que reviram as lixeiras atrás de algo que lhes sirva. Por mais que tentemos, é muito difícil contornar esta situação”, lamenta Maria do Rosário, residente na QSA 6.

O valor da multa por má acomodação do lixo varia de R$ 101,67 a R$ 101.690,79. No caso do condomínio Barão de Mauá, a multa foi de R$ 194. “O valor é irrisório para um residencial com 68 apartamentos. Mas o caráter educativo da punição deveria ser imposto a todos que estão em situação irregular, inclusive as lixeiras do GDF”, cobra Alexandra.

Flutuante

Uma das justificativas para a multa ao Barão de Mauá foi o tempo que o lixo ficava no container. Porém, o SLU passa em um horário flutuante, que pode ser de manhã, à tarde ou à noite, impossibilitando o condomínio de planejar o horário exato para depositar o lixo no container.

A solução encontrada pelo condomínio foi instalar correntes e cadeados no depósito e deixar os porteiros sob alerta para quando o caminhão do SLU passar. “No domingo (15), o porteiro vacilou e o lixo não foi recolhido”, lamenta.

Segundo a Agefis, a fiscalização é feita rotineiramente pelos Inspetores fiscais dos trechos em todo o DF. Quando ocorre flagrante, o infrator é autuado. No entanto, se este não for identificado, é solicitado o apoio do SLU para remoção dos resíduos.

 

Gabriel Pontes

 

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