Livre para casar-se

A única coisa certa é que o homem não aprende, ensinava o mestre Gurdieff. O casamento é uma instituição em decadência, e as pessoas e instituições não tomam nenhuma providência para estancar essa queda.

A Igreja católica está há décadas com o mesmo cursinho de noivos, sem apoio psicológico, o que é inútil porque não analisa as causas dos desentendimentos no casamento. Além dos conflitos individuais há também as motivações erradas para o casamento, tais como: necessidade sexual, de abrigo, de sobrevivência financeira, de medo das críticas desta sociedade hipócrita.

Casamento, com poucas exceções, nunca deu certo. As pessoas não se suportavam, mas não podiam separar-se porque a Igreja, a família e a sociedade condenavam. Isso só mudou a partir dos anos 1960, quando a mulher passou a trabalhar fora, a ter seu próprio dinheiro e coragem para livrar-se da opinião conservadora.

Entretanto, o problema não está na instituição casamento. O problema reside no atraso espiritual dos habitantes da Terra, que pode ser melhorado desde que haja apoio psicológico.

Se as pessoas fossem analisadas antes do casamento, não teríamos tantas separações. Quem carrega mágoas, frustrações, revoltas, complexos e traumas tem pouca chance de se entender com alguém. Não é possível carregar esses lixos e ter paciência e compreensão com o outro.

Quando não se separam, se arrastam, às vezes, até o final da vida sempre acusando um ao outro. As boas faculdades de psicologia oferecem análises gratuitas realizadas por estudantes do último ano.

Entretanto, se você puder pagar, procure um profissional competente que faça uma viagem com você desde os primeiros anos da infância para que possa se libertar dos gargalos que lhe desequilibram, inquietam, impacientam, desanimam e lhe tornam agressivo (a), intolerante e insuportável.

Não adianta trocar de parceiros. O outro vai te tolerar até descobrir teu “eu” verdadeiro.

Relembrando Dalai Lama: “quem é meu inimigo? Eu mesmo”. Mude, e o mundo muda, inclusive o casamento.

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