Linhas que dão luz ao futuro

 

Alessandra diz que deseja compartilhar com todos as maravilhas que vivencia. Foto: Divulgação

 

 

Neste ano, o projeto Uni duni Ler Todas as Letras está viabilizando a 5º edição do Festival Itinerante de Leitura (FIL), um evento anual que tem como finalidade difundir toda a amplitude do ato de ler. Na definição de sua criadora e coordenadora, a jornalista e escritora Alessandra Pontes Roscoe, o objetivo é mostrar que o texto escrito não é apenas fonte de prazer e conhecimento. Pode ser utilizado também como terapia e estimulante de várias capacidades individuais.

São ganhos ao alcance de todos, independentemente de idade, frisa Alessandra. Tendo a emoção como fio condutor de saborosas histórias, os livros servem para estimular memória em idosos e percepção sensorial em bebês ou deficientes visuais, tudo isso num clima prazeroso, entre brincadeiras e música com as crianças e a família. Este é o foco do FIL, uma muitas atividades do Uni duni Ler Todas as Letras.

O próprio Uni duni Ler já tem como finalidade o incentivo à leitura destinado a bebês, idosos, portadores de necessidade especiais, hospitalizados ou em situação de vulnerabilidade social. Há ainda leituras públicas, rodas de histórias, cantigas, textos lidos de forma sensorial e formação de mediadores. Há sempre a participação de escritores, ilustradores, mediadores no ato de ler, contadores de história e músico, por exemplo.

Tudo pronto – “O festival está pré-aprovado”, comunicou ao Brasília Capital Alessandra. Ela espera que esta parte burocrática esteja resolvida até o final deste mês. “E aí estou com tudo certo. Se sair o dinheiro, já estou com tudo pronto para produzir a 5ª edição”, acrescentou. O festival apresenta ainda ações preparatórias com professores e cuidadores de idosos para capacitá-los como mediadores de leitura.

O projeto de Alessandra já recebeu reconhecimento internacional entre as melhores práticas de promoção de leitura para crianças de zero a seis anos. O prêmio veio, em 2017, de um centro de incentivo à leitura ligado à Unesco, com uma das melhores práticas para ampliar o número de leitores na primeira infância na América Latina e Caribe.

“Mais do que leitora solitária e escritora, hoje me sinto mediadora de leituras. Quero partilhar com o maior número de pessoas possível as maravilhas que vivencio com um livro nas mãos”, afirma Alessandra. Ela começou na literatura em 1998. De leitora foi para “mediadora de leituras”, nome que dá a uma contadora de histórias. Naquele ano, criou oficinas para grávidas, cada uma chamada de Aletramento Materno, em referência à amamentação e às letras.

Obra extensa – O primeiro livro, A Menina que Pesca Estrelas, foi publicado em 2004. De lá pra cá, Alessandra publicou 33 livros, alguns com CDs de músicas autorais compostas para as histórias. Ela teve títulos selecionados em compras de governo, traduzidos para o espanhol e o inglês, e em catálogos de feiras internacionais como Bolonha e Frankfurt. Em 2013, foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria livro infantil com Caixinha de Guardar o Tempo.

“Também em 2013, resolvi juntar todos os projetos que eu já realizava de incentivo à leitura e entrei no edital do Fundo de Apoio à Cultura aqui do DF com a proposta do Festival Itinerante de Leitura Uniduniler todas as letras. O projeto foi contemplado e agora em 2018 está prestes a realizar sua quinta edição”, relata. Durante a semana, Alessandra venceu várias etapas que a fizeram acreditar que os recursos que necessita para o festival permitirão que o evento seja realizado no segundo semestre.

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