Justiça do DF nega recurso e confirma júri popular para acusado de matar ex na UnB

 
 

 

O ex-estudante Vinicius Neres Ribeiro. Foto: reprodução.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou recurso e confirmou que o ex-estudante Vinicius Neres Ribeiro, acusado de matar a ex-namorada Louise Ribeiro em um laboratório da Universidade de Brasília (UnB), vai a júri popular. O julgamento não tem data marcada.

Neres foi preso em 11 de março do ano passado, horas após a descoberta do crime, e deve permanecer detido até o julgamento. Ele é apontado como principal suspeito e chegou a confessar a autoria do assassinato à Polícia Civil, no momento da prisão. No fim de junho, testemunhas, familiares e o próprio estudante foram ouvidos pelo Ministério Público e pela Justiça.

“Esta custódia é necessária para garantia da ordem pública, vez que houve demonstração inequívoca de periculosidade, com a prática de um crime bárbaro – supostamente adrede arquitetado minuciosamente -, em local público, e com grande repercussão social”, diz o juiz do Tribunal do Júri Paulo Rogério Santos Giordano, na sentença.

O ex de Louise responde por homicídio qualificado, com quatro agravantes: motivo fútil, uso de recurso que dificulta a defesa da vítima, asfixia e feminicídio. O réu também foi denunciado por ocultação de cadáver – o corpo foi transportado do laboratório até uma área de mata da UnB, segundo a ação do MP.

 

Depoimentos

Os depoimentos colhidos em junho indicaram que o ex-estudante de biologia reservou, com uma semana de antecedência, o laboratório onde Louise Ribeiro foi morta asfixiada com clorofórmio.

De acordo com as testemunhas, Neres informou a colegas e professores que faria um “experimento fotográfico” naquela semana, com materiais sensíveis à luz. Com esse argumento, ele conseguiu autorização para tampar as janelas e impedir a entrada de outros colegas no espaço.

Ele também chegou a informar que não compareceria à UnB na sexta seguinte à “experiência”, porque teria que comparecer a uma audiência judicial. Os depoimentos corroboram com a hipótese divulgada pela Polícia Civil, de que o crime teria sido premeditado.

O policial responsável pelas primeiras investigações confirmou à Justiça que o próprio estudante confessou o crime e levou a PM à área de cerrado onde o corpo de Louise tinha sido atirado. Segundo ele, o cadáver foi encontrado com um arame nas pernas e um lacre de plástico nas mãos.

 

Relembre o caso

Louise foi dopada com clorofórmio e, depois de inconsciente, teve 200 mL do produto químico injetados na boca, supostamente, por Vinícius Neres. O produto é tóxico e causa morte.

Segundo a investigação, Neres prendeu os pés e as mãos da menina e enrolou o corpo dela em um colchão inflável. Ele teria levado o corpo da estudante no carro dela até uma área de cerrado no Setor de Clubes Norte e abandonado o cadáver na mata.

Em depoimento, o rapaz afirmou ter colocado a vítima sentada com as mãos amarradas. Segundo a polícia, Neres pressionou o pescoço da vítima para que pudesse abrir a garganta e ingerir o líquido.

Depois do crime, o estudante colocou o corpo de Louise no chão e saiu para dar uma volta no carro dela pelas proximidades do instituto. O delegado disse que o passeio durou 12 minutos. O suspeito disse que chegou a tirar a calcinha da vítima e um absorvente interno, mas “decidiu” não violentá-la.

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