Juíza proíbe manifestantes de irem ao depoimento de Lula em Curitiba

A juíza Diele Denardin Zydek, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba decidiu que quem se aproximar, sem autorização, do perímetro estabelecido para o depoimento do ex-presidente Lula terá que pagar multa de R$ 100 mil. A proibição se estende a montagem de acampamentos e estruturas em qualquer rua e praça de Curitiba. As punições podem chegar a R$ 50 mil para quem descumprir estas ordens.

O PT e movimentos alinhados ao partido preparavam forte mobilização para apoiar o ex-presidente. Caravanas estavam partindo de diversos pontos do país. Em contrapartida, o magistrado responsável pela Lava-Jato, Sérgio Moro, pediu, em suas redes sociais, para que pessoas que apoiam a operação não compareçam ao local do depoimento.

“O interrogatório é um ato normal do processo, nada de diferente irá acontecer nessa data. Tenho ouvido que muita gente que apoia a Lava-Jato pretende vir à Curitiba manifestar esse apoio. Esse apoio sempre foi importante, mas nessa data ele não é necessário. Não venham. Deixem a justiça fazer sua parte”, disse o magistrado no vídeo.

A princípio o depoimento de Lula seria no dia 3 de maio, mas Sérgio Moro decidiu adiar a oitiva para quarta-feira (10). A decisão foi baseada em um pedido da Polícia Federal. Os agentes argumentaram que precisariam de mais tempo para organizar a segurança no local do depoimento e que o feriado do dia do Trabalho, 1º de maio, dificultaria a operação e incentivaria mais pessoas a irem à Curitiba acompanhar Lula.
Como mostrou em primeira mão o Brasília Capital, cerca de 50 mil pessoas eram esperadas em Curitiba para o depoimento de Lula.

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