Judocas fecham Grand Slam de Paris com bronze e prata

O ginásio Palais Omnisports Paris-Bercy ficou lotado durante o último fim de semana para conferir o melhor do judô mundial em ação no Grand Slam de Paris. No sábado, Rafaela Silva (57kg) foi a responsável por faturar a primeira medalha para o Brasil. Superando a torcida adversária, a judoca derrotou a francesa Laetitia Blot para garantir o bronze.

“Mesmo com a torcida gritando contra e não conseguindo enxergar direito porque o dedo dela bateu no meu olho, eu me superei para garantir minha medalha. Estou muito feliz”, completou Rafaela, que disputou o Grand Slam de Paris pela primeira vez na carreira.

Para chegar ao pódio, a brasileira passou pela tailandesa Om Pongchaliew e depois pela canadense Stefanie Tremblay. Na decisão da chave, equivalente às quartas-de-final, foi derrotada pela japonesa Anzu Yamamoto. Já na repescagem, derrotou a portuguesa Telma Monteiro por ippon, garantindo sua vaga na decisão do bronze contra Laetitia Blot.

Já no domingo, foi a vez de David Moura subir ao pódio. Aproveitando-se da ausência do hexacampeão mundial Teddy Riner, que se recupera de uma lesão, o brasileiro ficou com a prata. Depois de passar por três adversários, David foi derrotado na decisão pelo japonês Ryu Shichinohe.

“É claro que, chegando até a final, eu queria conquistar o ouro, mas estou feliz com a competição que eu fiz. Eu vinha buscando mais maturidade nos combates e acho que dei um grande passo nesse aspecto”, disse o judoca.

O mato-grossense, atual número 7 do mundo, estreou já nas oitavas-de-final com vitória sobre Daniel Allerstorfer (AUT). Nas quartas, jogou Renat Saidov (RUS) por yuko faltando menos de um minuto para a luta terminar. Nas semifinais, venceu Faicel Jaballah também por yuko, mas na decisão acabou sendo projetado por ippon com 16 segundos de luta.

Outra que chegou à disputa por medalha foi a também pesada Maria Suelen Altheman. Ela jogou Rebecca Ramanich por wazari e depois a imobilizou no primeiro combate. Nas oitavas, dominou a luta e fez com que Franziska Konitz sofresse quatro punições e fosse eliminada. Nas semifinais, foi derrotada por Kanae Yamabe por ter tido mais punições. Na luta pelo bronze, a campeã olímpica e mundial Idalys Ortiz, de Cuba, se impôs e levou a melhor, deixando Suelen na quinta colocação.

Com a prata de David Moura e o bronze de Rafaela Silva, o Brasil repete a campanha do ano passado, quando Bruno Mendonça (73kg) ficou em segundo e Victor Penalber (81kg) ficou em terceiro. “A gente espera sempre um pouco mais, mas entendemos que estamos começando nossa temporada agora, ao contrário dos europeus. Esse campeonato não era nosso foco, era o primeiro evento, estudando os adversários, vivendo as novas regras. Acho que a participação foi positiva e tenho certeza de que a equipe tem potencial para ir mais longe”, disse Ney Wilson, gestor técnico de alto rendimento.

Os próximos compromissos da seleção são o European Open de Oberwart e o European Open de Roma já no próximo fim de semana, dias 15 e 16 de fevereiro. Nos dias 21, 22 e 23, a seleção disputa o Grand Prix de Dusseldorf

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