Joaquim Barbosa desiste de se candidatar à Presidência

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa anunciou nesta terça-feira (8) que não será candidato à Presidência da República nas eleições de 2018. Na postagem feita no Twitter ele afirmou que toou a decisão depois de muita “reflexão”, e que foi uma decisão pessoal.

“Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal”, escreveu.

Em abril, Joaquim Barbosa anunciou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Na ocasião, a legenda disse que iniciaria discussões sobre uma possível candidatura à Presidência. Barbosa chegou a aparecer na terceira colocação em intenções de votos em pesquisas feita pelo Datafolha.

Joaquim Barbosa ficou conhecido no Brasil inteiro ao ser o relator do processo do mensalão. No STF permaneceu entre 2003 e 2014, e assumiu a presidência da Corte em 2012.

Em nota, o PSB afirmou que a decisão de Barbosa foi pessoal e que segue buscando uma candidatura que contemple “os amplos clamores populares”.

Leia a nota completa do PSB

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, informou na manhã desta terça-feira (8), ao presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, a decisão de não apresentar sua candidatura à Presidência da República.

Cabe destacar que a definição do ministro ocorre nos termos da pactuação realizada em sua filiação, no último dia 6 de abril, que possibilitava ao PSB não conceder legenda a Barbosa, e que este, por sua vez, não assumia a obrigação de se candidatar. Tratava-se, desde o princípio, portanto, de uma construção pautada pelo respeito mútuo entre as partes.

A reflexão de foro íntimo realizada pelo ministro fez com que a candidatura não seguisse à frente, decisão que o PSB compreende, especialmente, por que é personalíssima.

O PSB segue doravante, com serenidade, na tentativa de contribuir para a construção de alternativas para o País, que contemplem os amplos clamores populares, pela renovação da prática política, algo que a possibilidade da candidatura do ministro Joaquim Barbosa tão bem representou.

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