Jesus e a política

Nenhum grande Mestre pode ignorar a atividade política porque, como ensinou Brecht, tudo vem dela. Com Jesus não poderia ser diferente. Questionado sobre a obrigatoriedade do pagamento de impostos, ensinou: “de quem é a imagem na moeda?”. “De César”, responderam-lhe. Então, dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Mesmo sendo uma atividade não espiritual, de homens, Jesus pregou o respeito. Estivesse hoje entre nós, faria recomendação semelhante na hora do voto: responsabilidade. Votar ignorando o programa dos candidatos é irresponsabilidade.

Infelizmente, no Brasil, ainda predomina o voto nas pessoas. Há pessoas que escolheram um candidato apenas pela possibilidade de usar uma arma de fogo, de aplicar a pena de morte etc.

Seria cômico se não fosse trágico. Há tudo por se fazer neste país, e a educação deve ser a bandeira mais importante. Com educação integral e de qualidade, ajuda-se a resolver os problemas de saúde, segurança e qualidade no emprego.

Atualmente, as redes sociais têm mostrado imagens do passado de Chico Xavier sendo conduzido por duas pessoas para votar aos 90 anos de idade e pregando a importância do voto. Não é anulando o voto ou não comparecendo que se faz um país melhor. É pesquisando para votar naquele que se acha que é melhor para o país e para a cidade.

Marco Maciel ensinava: “o voto é um dever”. Não é justificável dizer que não se tem em quem votar. Temos. Apesar de serem homens comuns, com falhas, alguns são idealistas e responsáveis.

No passado tivemos Rui Barbosa, Bezerra de Menezes, João Calmon (que dedicou toda a sua vida parlamentar à luta por mais recursos para a educação), Paulo Freire, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves (o conciliador), e Leonel Brizola (o pregador da escola integral, cujo sonho se concretizará em 2020 no Ceará com todas as escolas estaduais integrais).

Não desanime. Seja responsável. Os candidatos que se apresentam é o que temos. Se você não os acha bons, procure os menos ruins. Mas vote. O Brasil somos todos nós. Ser irresponsável com o voto é crime de lesa-pátria, mas omissão também o é.

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One Response

  1. Como o autor bem disse é preciso votar nos menos imperfeitos.
    A esquerda é demagoga ao passo que a direita é conservadora e fundamentalista. Ou temos um país pobre e láico ou uma nação rica, mas opressora de liberdades individuais das minorias populares. Minha opinião é a primeira opção.

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