Índice glicêmico dos alimentos

Os carboidratos são a nossa principal fonte de energia, e devemos ingerir em torno de 45 a 65% de calorias provenientes desse nutriente na dieta. Os alimentos fontes de carboidratos são o trigo, aveia, centeio, arroz, milho, mandioca, inhame, batata, macarrão, pães, biscoitos, bolos, barras de cereais, frutas e hortaliças. O amido presente nos vegetais é o principal carboidrato digerível da dieta, e no final do processo de digestão desse nutriente temos como principal produto a glicose, que será absorvida pelo intestino.

O nosso organismo digere e absorve os carboidratos dos alimentos em tempos diferentes, de acordo com a interação de outros elementos ou nutrientes, como fibras, proteínas e gorduras, presentes no alimento ou em uma refeição. De modo geral, entende-se como índice glicêmico (IG) a velocidade de absorção do carboidrato dos alimentos, que pode ser mais rápida ou mais lenta. A partir desse entendimento foi proposto um método, em 1981, por pesquisadores do Canadá, aonde o IG representa a qualidade de uma quantidade fixa de carboidrato disponível de um determinado alimento, em relação a um alimento controle, que normalmente é o pão branco ou a glicose, e a partir daí, os alimentos são classificados de acordo com seu potencial em aumentar a glicose sanguinea. Alimentos com IG maior que 70 são considerados com elevado IG, e menor que 50 com baixo IG (existe uma tabela internacional com os valores de IG de diversos alimentos disponível).

A utilização do índice glicêmico pode ser uma estratégia importante para o controle do diabetes e até mesmo para a obesidade. Alguns estudos mostraram que padrões alimentares com predominância de alimentos com elevado IG são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis,  mas apesar disso, ainda não existe um consenso entre os diversos órgãos de saúde mundiais, sobre a recomendação do IG como estratégia primária para o planejamento de dietas.

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