Inchaço do primeiro escalão é medida do atraso

Reunião ministerial de janeiro de 2012: o retrato da paralisia

Reunião ministerial de janeiro de 2012: o retrato da paralisia (Roberto Stuckert Filho)
O inchaço do primeiro escalão é um marcador poderoso de atraso. Quanto maior o ministério, menos eficiente é a gestão. Mais instável o governo. Mais baixo o desenvolvimento humano. Mais corrupto o país. Essa é uma constatação estatística, e o Brasil – 39 ministérios, 85º lugar no ranking de IDH – não é um ponto fora da curva.
Os pesquisadores Peter Klimek, Rudolf Hanel e Stefan Thurner, em um estudo publicado em 2008, cruzaram dados da máquina administrativa de 197 países com diversos indicadores de desempenho e governança. Para um país que acaba de ganhar mais uma pasta (a Secretaria da Micro e Pequena Empresa), o resultado é desolador: hiperministérios são tanto a marca de países subdesenvolvidos, como um fator considerável de paralisia gerencial.
O limite da eficiência – Ministérios tendem a inchar em resposta às pressões, mais ou menos legítimas, de grupos que querem ver seus interesses representados no centro do poder. Isso ocorre, como se pode intuir, às custas da coesão administrativa. A hipótese testada pelos cientistas é a de que a capacidade de um governo tomar (boas) decisões se reduz drasticamente conforme o número de ministérios ultrapasse um certo patamar crítico.
Fonte: Veja Online
Extratos dos Jornais

Deixe um comentário