Impasse na escolha de delegados do PT

A eleição dos 300 delegados que escolherão o novo diretório regional do PT para o quadriênio 2019-2023 está mexendo com os 60 mil filiados ao partido no Distrito Federal. O pleito está marcado para o fim de outubro, mas o partido vive um impasse desde o dia 22 de setembro, em razão das desavenças ocorridas nas votações zonais em Taguatinga e, principalmente, em Planaltina.

Deputado distrital Chico Vigilante. Foto: Júlio Pontes

A aliança formada pelas correntes lideradas pelos deputados distritais Chico Vigilante e Arlete Sampaio, pela federal Érika Kokay e por sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) quer a anulação do pleito em Planaltina, local em que Odetino venceu Alaíde pela diferença de apenas dois votos (553 a 551).

Odetino tem o apoio de setores ligados a Wilmar Lacerda, Roberto Policarpo, Márcio Apolinário, Ricardo Vale, Nayara Lopes, Gildo Vianna, Antônio Sabino e Pedro Rodrigues (presidente da zonal de Santa Maria). Alaíde reúne em torno de seu nome o pessoal de Vigilante, Arlete, Érika e da CUT.

Num primeiro momento, a solicitação era de recontagem dos votos. Mas os aliados de Odetino não aceitaram. Houve troca de ofensas e duas militantes chegaram às vias de fato. Nayara Lopes agrediu Consuelita Oliveira. As duas foram parar na polícia e depois no IML para exames de corpo de delito. Agora, passadas duas semanas, a exigência dos apoiadores de Alaíde é que seja realizada uma nova eleição. O pessoal de Odetina aceita, no máximo a recontagem.

Diante da polêmica, o grupo de Antônio Sabino reabriu o debate sobre o resultado do pleito na zonal de Taguatinga, cidade em que a candidata Gasparina Teixeira, a Nina, obteve 40% dos votos, perdendo para Pedro Lacerda, que recebeu 60% da preferência dos mais de 500 filiados que compareceram às urnas. Na opinião do grupo de Sabino, politicamente, os que se opuseram ao recurso dele em Taguatinga ficam, agora, sem argumentos para exigirem a recontagem dos votos ou a anulação da eleição de Planaltina.

Jacy Afonso e a deputada Érika Kokay. Foto: Divulgação

Toda a polêmica se forma porque serão os delegados que decidirão quem vai comandar a legenda no DF a partir de novembro. O grupo de Vigilante, Arlete, Érika e CUT já lançou o sindicalista Jacy Afonso candidato a presidente regional. Os caciques Geraldo Magela, Ricardo Vale, Wilmar Lacerda, Roberto Policarpo e Antônio Sabino esperam o fim do impasse nas duas zonais para definir qual deles liderará a oposição a Jacy Afonso.

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