Ibaneis admite fechar tudo de novo no DF

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na véspera da reabertura de bares e restaurantes em todo o Distrito Federal após mais de 110 dias de interrupção dessas atividades, o governador Ibaneis Rocha (MDB) admite que capital da República pode voltar ao estágio mais rígido de isolamento social. “Não tenho problema em usar a caneta e fechar tudo de novo”, disse,em entrevista à TV Record, na terça-feira (14).

A flexibilização ocorre no momento em que o DF está no pico da pandemia. São 72.284 infectados e 851 mortos pela covid-19. De acordo com o governador, para cada pessoa que testa positivo, estima-se que outras 19 tiveram coronavírus na forma assintomática. “Estou fazendo o que está dentro do meu alcance. Consigo ofertar atendimento à saúde, mas a vida depende de cada um. Por isso faço um apelo: quem puder, fique em casa. Se for sair, use máscara, higienize as mãos”, orientou o governador.

Ibaneis também avaliou que o número de casos crescente no DF era esperado. “Nossos estudos e os da UnB já previam o pico entre 10 e 25 de julho. Em agosto, devemos estar livres do quadro grave da doença. Mas livre do vírus, não. Para que tenhamos uma liberdade maior, teríamos que ter 70% da população infectada. Em agosto, teremos entre 30% e 35%”.

Volta às aulas – Sobre a volta às aulas nas escolas públicas e particulares, Ibaneisexplicou que a retomada em 3 de agosto começa com a testagem de todos os professores e que o calendário de retorno pode, inclusive, ser adiado para alunos das séries iniciais. Na rede privada, cada institução define com o sindicato e a associação de pais, sobre qual caminho seguir. “A comunidade escolar define se será presencial ou à distância”.

O governador disse não ver disposição dos pais em mandar os filhos para a escola. Mas que o cenário nas instituições particulares ainda não está claro. “Meu filho, por exemplo, já decidiu que não volta para a faculdade este ano. Vai retomar o curso em 2021. Mas é faculdade particular e ele negocia direto com a instituição”, exemplificou. 

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