Governo inicia campanha contra câncer de colo do útero

O atendimento a mulheres em unidades de saúde para prevenção do câncer de colo do útero será intensificado durante o mês de março. A decisão foi divulgada como parte das ações da campanha “Março Lilás”, lançada hoje (10), no Palácio do Buriti, como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

 

“Nos anteciparmos à doença é muito mais interessante do que investir na cura. Ainda continuamos convivendo com um número elevado de mulheres que morrem de um câncer cuja prevenção é possível”, disse a secretária da Mulher do DF, Olgamir Amância.

 

De hoje a 31 de março, as unidades básicas de saúde oferecerão atendimento prioritário a mulheres que desejem fazer o exame preventivo de câncer do colo do útero. A prevenção é oferecida ao longo do ano, mas será intensificada neste mês.

 

“Se conseguirmos que as mulheres façam um exame preventivo a cada três anos, a incidência da doença cairia em mais de 90%”, disse o secretário-adjunto de Saúde do DF, Elias Miziara.

 

VACINAÇÃO – Também começou hoje a vacinação contra o papiloma vírus (HPV) em meninas de 9 a 13 anos em todas as escolas públicas e particulares do DF. A meta é imunizar 80% da população-alvo, que no DF representa 64.882 estudantes.

 

“Ano passado tivemos sucesso absoluto. A primeira dose teve adesão de quase 95% das meninas. Com a segunda dose estivemos perto de 90%. Com a dose de reforço, atingimos 80%, número que adotamos como referência”, completou Miziara.

 

Para garantir a efetividade da vacina, é necessária a aplicação de três doses, com intervalo de 60 a 180 dias após a primeira. O calendário de vacinação foi organizado de acordo com o escolar. A segunda dose será administrada em maio, e a terceira, em setembro.

 

O câncer de colo de útero é o quarto tipo de câncer que mais mata mulheres no DF e a segunda principal causa de óbitos no mundo. Dados da Secretaria de Saúde apontam que, no ano passado, foram realizadas 142 cirurgias de tumor maligno de colo de útero.

 

Também no ano passado, das pacientes diagnosticadas com a doença no DF, 88 fizeram radioterapia, 153 passaram por quimioterapia na rede pública de saúde e 70 foram a óbito.

 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) trata-se do terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal. Atualmente, 44% dos casos são diagnosticados na fase precursora do câncer, chamada in situ.

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