Governo começa com novo valor do mínimo e transmissão de cargos. Acompanhe

Em seu primeiro dia de governo o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que fixou o salário mínimo em R$ 998,00 para 2019, valor inferior ao do orçamento da União que previa R$ 1.006,00. A decisão foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União de terça-feira (1º).

Na manhã desta quarta-feira (2), às 8h30, ocorreram a transmissão de cargos dos ministros. Logo cedo o presidente participou das cerimônias em que assumiram: Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno; Casa Civil, Onyx Lorenzoni; Secretaria de Governo general Carlos Alberto dos Santos Cruz; Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno.

No Palácio da Justiça, às 10 horas,  ocorreu a transmissão dos ministérios da Segurança Pública e da Justiça de Raul Jungmann e Torquato Jardim, respectivamente. Sérgio Moro assumiu oficialmente o atual Ministério da Justiça e Segurança Pública. As pastas foram agrupadas pelo novo governo.

Sérgio Moro assume como ministro da Justiça. Os três assinaram o livro com caneta BIC Imagem NBR
Ao assumir a pasta da Justiça, Moro discursa destacando sua proposta e dá posse ao seu secretariado

Tereza Cristina assume o ministério da Agricultura. Dentre as novas atribuições da pasta estão o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a identificação, delimitação e demarcação de terras indígenas que anteriormente estavam incorporadas a Funai.

Ainda na fase de transição foi anunciada a criação da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários,  e a transferência  do Serviço Florestal Brasileiro do ministério do Meio Ambiente para o da Agricultura e a Secretaria da Pesca e Aquicultura. Além disso, foram criadas secretarias sob a responsabilidade de Teresa Cristina: a de Agricultura Familiar e a de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação.

O presidente Jair Bolsonaro empossa a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante cerimônia de nomeação dos ministros de Estado, no Palácio do Planalto. Foto:
Valter Campanato/Agência Brasil

Numa cerimônia muito concorrida o astronauta Marcos Pontes assumiu o Ministério da Ciência,  Tecnologia, Inovações e Comunicações. Ele destacou a criação de uma secretaria de Pesquisa e Formação com o objetivo de despertar e estimular o interesse pela ciência e a tecnologia nas escolas e nos jovens. Serão mantidas a secretaria de Radiodifusão e a de Telecomunicações. As políticas digitais serão de competência da secretaria de Empreendedorismo e Inovações.

Pontes destacou a importância da cooperação entre os ministérios e que a secretaria de Tecnologias Aplicadas do MCTIC deverá promover essa interação.

Cerimônia de transmissão do cargo de ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações ao astronauta Marcos Pontes. Foto: Bruno Peres/MCTIC.
O ministro da Cidadania, Osmar Terra Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Assumiu o Ministério da Cidadania o deputado Osmar Terra (MDB-RS). A pasta foi criada durante o período de transição por Bolsonaro integrando os ministérios da Cultura, Esportes e Desenvolvimento Social. O novo ministro reforçou que deverá pagar o 13º salário para os beneficiários do Bolsa Família no final deste ano, confirmando promessa de campanha do presidente da República.

Novo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em foto de Leonardo Prado – Câmara dos Deputados

Luiz Henrique Mandetta(DEM-MS), novo ministro da Saúde, Luiz Henrique assumiu destacando que “cada centavo” que for economizado em sua gestão será destinado para a assistência da população. Mandetta que é médico, oi ex-secretário de Saúde de Campo Grande e este ano não disputou as eleições.

Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante reunião na Câmara dos Deputados. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom – Agência Brasil

Afirmando que “não existe um super ministro, uma única pessoa que possa resolver todos os problemas”, assumiu Paulo Guedes, o novo ministro da Economia. Essa pasta engloba Fazenda, do Planejamento e da Indústria e Comércio Exterior. Ele destacou a importância de enfrentar a questão da previdência, do desequilíbrio das contas públicas e a importância do desenvolvimento sustentável.

A transmissão do cargo foi contou com a presença presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e de muitos outros políticos, economistas e empresários, além dos ministros que hoje dexiam o cargo.

Fernando Azevedo e Silva, novo ministro da Defesa. Foto: José Cruz – Agência Brasil

O general Fernando Azevedo e Silva assume o ministério da Defesa. Ele é militar da reserva e ultimamente era assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. 

Com a presença do vice-presidente da República, os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica e outros integrantes das Forças Armadas, o presidente Jair Bolsonaro exaltou a importância desse ministério e afirmou que “mais do que defender a pátria queremos fazê-la grande”.

Fernando Azevedo e Silva recebeu o cargo do general Joaquim Silva e Luna, agora ex-ministro.

O novo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo em oto de Marcelo Araújo da Agência Brasil.

O diplomata Ernesto Araújo assumiu como novo ministro das Relações Exteriores sucedendo a Aloysio Nunes. Em seu discurso ele destacou que o “Itamaraty existe para o Brasil e não para a ordem global”.

Erneste Araújo começou sua carreira diplomática em 1991 tendo chegado a embaxiador no ano passado. Já serviu nas embaixadas do Brasil no Canadá e nos Estados Unidos.

Uma medida provisõria editada hoje pelo presidente Bolsonaro deixa a possibilidade de que pessoas que não são diplomatas de carreira venham a ocupar cargos de cheia no ministério das Relações Exteriores.

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