Gorduras do bem!

O principal ácido graxo monoinsaturado presente nos alimentos é o ácido oléico. Suas fontes incluem o azeite de oliva e os óleos de canola e de amendoim. Um dos seus efeitos está relacionado à redução do colesterol LDL (colesterol ruim) e de triglicerídeos. Além disso, ainda reduz a agregação de plaquetas nos vasos sanguíneos e aumenta o tempo de coagulação, o que reduz a formação de placas de aterosclerose.

Os ácidos graxos poli-insaturados, ômega 6 e ômega 3, também apresentam ação na redução do colesterol. Naturalmente, pelo padrão da alimentação ocidental, o ômega 6 é mais consumido por nós. Suas fontes são o girassol, a soja e o milho. Na família dos ômega 3, o EPA e o DHA, que são as formas mais ativas biologicamente, são encontrados em peixes de águas frias, tais como cavala, sardinha, salmão e arenque. Já o precursor, o ácido alfa-linolênico é encontrado nos óleos de canola e de linhaça e, em menor quantidade, no óleo de soja.

O ômega 3 diminui a viscosidade do sangue e induz maior relaxamento dos vasos sanguíneos. Por regra, o ômega 6 tem efeito pró-inflamatório e pró-coagulante. Já o ômega 3 tem efeito anti-inflamatório e antitrombótico.

O ideal seria manter na nossa alimentação uma relação de ômega 6: ômega 3 de 6:1 até 10:1. O problema é que a dieta ocidental hoje gira em torno de uma proporção absurda de 50:1 a 100:1. A proporção ideal de ácidos graxos ômega 6:ômega 3 pode ser encontrada no azeite de oliva, o que aumenta ainda mais os benefícios da ingestão desse óleo.

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