Gordura abdominal ou gordura subcutânea?

O tecido adiposo foi considerado por muito tempo um tecido sem atividade, usado pelo organismo apenas para acumular sua reserva de energia e para manutenção da temperatura corporal. Atualmente, é considerado um tecido bastante dinâmico e de grande importância endócrina, pois é capaz de secretar substâncias sinalizadoras entre os tecidos. Essas substâncias estão ligadas direta ou indiretamente a processos que contribuem para o desenvolvimento da hipertensão arterial, aterosclerose, resistência à insulina e diabetes, síndrome metabólica, entre outras.

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o tecido adiposo visceral, que observamos na circunferência aumentada da região abdominal, apresenta uma atividade metabólica mais ativa do que a gordura subcutânea, e com isso contribui bastante para aumentar a concentração de gordura circulante no sangue (ácidos graxos livres), o que aumenta o risco de todas as doenças citadas anteriormente.

Existem pontos de corte determinados para homens e mulheres, que foram adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para que, com uma medida simples da circunferência abdominal, seja possível avaliar o risco para doenças metabólicas e cardiovasculares. Os pontos de corte para mulheres são de 80 cm. Ou seja, um valor acima desse já representa risco para essas doenças. E um valor acima de 88 cm representa um risco muito aumentado. Para homens, os pontos de corte são 94 cm e 102 cm, respectivamente.

A gordura subcutânea também tem sua importância clínica pelo fato de representar maior massa total, e por isso, pode ter um papel tão relevante quanto o tecido visceral para o risco dessas doenças. Portanto, o aumento excessivo de gordura corporal em todos os compartimentos, pode causar prejuízo ao metabolismo de carboidratos e lipídeos e potencializar o risco de síndrome metabólica.

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