GDF quer dar basta em supersalários

Rollemberg fez o anúncio durante a solenidade de posse de 211 professores da rede pública. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

As denúncias sobre supersalários pagos pelas empresas estatais e órgãos da administração indireta do Governo do Distrito Federal levaram o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) a encaminhar amanhã (7) à Câmara Legislativa proposta de emenda à Lei Orgânica estabelecendo um teto para o pagamento dos funcionários. De acordo com Rollemberg, o valor deverá ser limitado a R$ 33,7 mil, previsto pela Constituição Federal e equivalente ao que recebe um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

“É inadmissível, no momento em que o governo faz um grande esforço e que a população faz um grande esforço, que tenhamos supersalários no Distrito Federal . Nós queremos tratar com equidade, com equilíbrio, com igualdade os servidores públicos do Distrito Federal”, afirmou o governador, que tem salário mensal de R$ 23.449.

A caixa-preta dos salários pagos a servidores de empresas públicas do DF foi aberta na semana passada. Em tempos de crise e arrocho financeiro, os vencimentos pagos por essas instituições são astronômicos.  Na Terracap, um bibliotecário, por exemplo, chega a ganhar R$ 39.923,95. Se for o assistente do gabinete da presidência, a renda é de R$ 43.166,61.

Já a Caesb, em tempos de crise hídrica que afeta todos os brasilienses, gasta metade da arrecadação com pagamento de pessoal. Somente em 2016, dos cerca de R$ 1,5 bilhão que recebeu, usou quase R$ 750 milhões para pagar as remunerações dos 2,5 mil funcionários, mais os encargos. A pedido da Controladoria Geral do DF, a empresa passou a publicar os salários, que chegam a até R$ 95 mil para um advogado, da procuradoria jurídica,  e tem motorista com remuneração de 17 mil.d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);

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