GDF define testes no VLT

Os trens que serão trazidos de Pernambuco atingirão, durante os testes, velocidade máxima de 39 Km/h.
Reprodução Internet

O governador Ibaneis Rocha (MDB) se reuniu com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, para tratar do projeto do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) que ligará Brasília a Luziânia (GO). O encontro teve participação do secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro, e do secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Paulo Roriz.

Os testes iniciais serão feitos entre a antiga Rodoferroviária de Brasília e a cidade de Valparaíso. O transporte de passaageiros deve começar dentro de 60 dias e vão ter a duração de seis meses. O trem tem capacidade para 600 pessoas. O projeto, em fase experimental, não terá paradas no trajeto e o VLT atingirá a velocidade máxima de 39 Km/h.

O investimento para essa primeira etapa será de R$ 3,4 milhões, sendo R$ 1 milhão do governo federal e R$ 2,4 milhões do GDF. “Vamos partir para a parte operacional com os convênios que precisam ser realizados para, no prazo mais curto, colocar essa operação em andamento. De forma experimental ainda, e após seis meses espero que tenhamos liberação para operar realmente fazendo o transporte e melhorias na linha”, explicou Ibaneis.

Duas viagens de 45 Km por dia

Paulo Roriz.
Foto: Júlio Pontes / Bsb Capital

Quando começar a fase de testes com passageiros o trem deverá fazer até duas viagens de 45 km por dia, cada uma com capacidade para 600 pessoas. Pela manhã, o trem sairá de Valparaíso rumo à Rodoferroviária de Brasília, e à tarde fará o caminho inverso. O volume de passageiros transportados nesta primeira fase corresponde a 0,75% da demanda estimada da região. Segundo o governo, 80 mil pessoas se deslocam diariamente entre Brasília e o Entorno Sul (Cidade Ocidental, Jardim Ingá, Luziânia e Valparaíso).

O projeto tocado por Paulo Roriz estima que a viagem será feita em aproximadamente 1h30. Até a publicação desta matéria, o governo ainda não tinha definido o valor da passagem, mas apontou que deve ser de 20% a 30% mais barata do que o valor cobrado hoje nos ônibus semiurbanos.

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