Future-se reestrutura financiamento das universidades

O Ministério da Educação lançou, quarta-feira (17), o programa Future-se, pelo qual o governo pretende reestruturar o financiamento de institutos e universidades federais. O programa tem como objetivo central estimular as instituições a captar receitas próprias por meio de contratos com organizações sociais e dentro de alguns modelos de negócios privados. A adesão será voluntária.

A iniciativa passará por um período de consulta pública até o dia 7 de agosto. O Future-se se organiza a partir de três eixos principais: 1 – Gestão, governança e empreendedorismo; 2 – Pesquisa, inovação e internacionalização; e 3 – Pela cultura do esforço.

Capital privado – O eixo 1 é a principal ancoragem para o capital privado nas instituições. O programa defende que institutos e universidades se aliem a diversos modelos de fundos de investimentos para ampliar suas receitas e criar ambientes favoráveis aos negócios.

No eixo 2, o governo criará um portfólio das boas práticas existentes nos institutos e universidades federais e buscará recursos internacionais que possam ser utilizados na modernização de parques tecnológicos ou na geração de patentes.

O MEC defende ainda a parceria com instituições internacionais de ensino para a oferta de cursos à distância, gratuitos ou pagos, que gerem créditos aos estudantes brasileiros.

No eixo 3, outro ponto defendido pelo programa é o de premiar as melhores iniciativas das instituições e dos professores, que serão incentivados a buscar rentabilidade a suas produções acadêmicas, em uma perspectiva individual.

“Estamos tornando o cargo de professor universitário o melhor cargo do Brasil, porque além de ele ter o salário garantido [com o aporte dos fundos de investimentos] tudo o que ele conseguir captar será dele”, disse o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior. E exemplificou: um professor de Economia que publicar sua produção em uma revista como a Econométrica, será remunerado.

O governo também declarou a possibilidade dos docentes estabelecerem sociedade com propósitos específicos, explorarem patentes ou serem fundadores ou sócios de startups dentro das universidades, “desde que isso volte para a educação”, concluiu Arnaldo Lima Júnior.

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