Frutos do cerrado e sua proteção antioxidante

Em outras matérias já falei sobre compostos antioxidantes, e muitas vezes aonde os encontramos nos alimentos. O nosso organismo produz naturalmente pela atividade normal do metabolismo compostos oxidantes, o que chamamos de radicais livres, e que quando não controlados podem provocar danos celulares. Chamamos de estresse oxidativo, quando não há um equilíbrio entre a produção de radicais livres e o sistema antioxidante, que combate às ações danosas desses compostos, e está relacionado ao envelhecimento precoce e ao desenvolvimento de doenças crônicas e degenerativas, como o câncer, doenças cardiovasculares e doença de Alzheimer.

O cerrado ocupa aproximadamente 25% do território brasileiro, mas há pouco tempo é que começou a se dar a devida importância científica aos frutos desse bioma. Muitos estudos estão acontecendo com o intuito de se conhecer a riqueza nutricional de alimentos usados tradicionalmente na culinária dos estados que compreendem o cerrado.

O pequi, muito conhecido na culinária goiana, é rico em vitamina A e proteínas. Normalmente aproveitamos do pequi a polpa, mas a castanha do pequi, rica em óleos insaturados, também vem sendo estudada e utilizada mais recentemente na culinária. Assim como o pequi, outros frutos do cerrado como a cagaita, araticum e banha de galinha, tiveram sua atividade antioxidante estudada e verificou-se que eles apresentam excelente capacidade de neutralizar os efeitos dos radicais livres. Portanto, vamos aproveitar melhor os frutos do cerrado e valorizar a culinária local, considerando que os antioxidantes naturais apresentam também, baixo custo, e dessa forma, torna-se de fácil acesso a todos.

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