Fisioterapia na medicina veterinária

Nos lares brasileiros, a presença de animais de estimação – em sua maioria cães e gatos – é cada vez mais comum e, em muitos deles, os bichanos são considerados como integrantes da família, o que é conhecido como “Humanização”. Até este ponto, não há problema algum, ocorre que em muitos casos, a humanização do animal pode ocasionar doenças graves, uma vez que, eles vivem em locais cujos pisos são lisos, possuem hábitos alimentares inadequados e praticam pouca atividade física; além de pularem em camas e sofás, o que predispõem uma série de enfermidades, inclusive na coluna vertebral.

 

Assim, novas especialidades da medicina veterinária estão surgindo e, uma delas é a fisioterapia, que tem se tornado de extrema importância para a recuperação de animais com problemas ortopédicos, neurológicos e articulares.

Portanto, além de reabilitar, ajudar na prevenção e tratamento de traumas, alterações genéticas e doenças adquiridas, a fisioterapia pode proporcionar um enorme bem estar, oferecendo mais qualidade de vida e, por isso, se tornando uma alternativa de tratamento para animais com idade avançada que não podem ser submetidos a procedimentos cirúrgicos.

De acordo com as médicas veterinárias da FisioLife, Dra. Lívia Borges e Dra. Lídia Dornellas, na fisioterapia veterinária, faz-se uso de agentes físicos e terapias semelhantes às utilizadas na área humana, porém, adaptando as técnicas de acordo com a necessidade de cada espécie; por esse motivo, a prática é exclusiva do médico veterinário. “Somente um veterinário tem a capacidade de avaliar o animal em sua anatomia, fisiologia, patologia e biomecânica e, dessa forma, reabilitar e tratá-los, promovendo uma melhor qualidade de vida dentro desse novo conceito de ambiente e comportamento a que estão sendo submetidos”, explicam.

Neste sentido, as principais indicações da fisioterapia em animais, são: pré e pós – operatórios (ortopédico e neurológico), doenças articulares, lesões em tendões e ligamentos, contraturas musculares, doença de disco intervertebral (hérnia de disco), alterações neurológicas e geriatria.

Já o tratamento, varia de acordo com a patologia, levando-se em consideração as condições clínicas do paciente; dentre elas, cita-se a cinesioterapia (alongamentos e exercícios terapêuticos), eletroterapia (diminui edemas e dor, fortalecendo os músculos), fototerapia (cicatrização de feridas), hidroterapia (fortalecimento muscular, condicionamento físico e perda de peso), laserterapia (consolidação óssea), magnetoterapia (relaxamento), massoterapia (massagens terapêuticas) e termoterapia (diminui a inflamação e a dor).

Quem tem animais de estimação deve ficar atento aos sinais que podem indicar que o animal não esta bem. Desse modo, como a perda do apetite pode indicar uma patologia, um sinal simples como: deixar de pular no sofá ou na cama como antes fazia, pode indicar que o seu cãozinho está passando por algum desconforto (dor) nos membros ou na coluna vertebral. É importante observar o dia a dia do seu animal e procurar um médico veterinário caso observe qualquer alteração em seu comportamento.

 

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