Filippelli e Arruda têm padrão de vida elevado e ostentam bebidas e artigos de luxo, diz PF

Fotografia anexada ao relatório da PF sobre buscas na residência do peemedebista Tadeu Filippelli (Foto: Reprodução)

Relatórios produzidos pela Polícia Federal após buscas na casa do ex-assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB), Tadeu Filippelli, e do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, apontam que foram encontrados obras de arte, vinhos caros e artigos de luxo. As ações aconteceram na deflagração da Operação Panatenaico, que prendeu ex-governadores do Distrito Federal sob suspeita de corrupção durante as obras do Estádio Mané Garrincha. As informações são da revista Época.

Segundo a PF, Filippelli “mantém padrão de vida elevado, ostentando vestuário, bebidas finas, artigos de luxo, móveis e veículos”. Foram encontrados ao menos 69 quadros na residência dele, que foram fotografados para a avaliação do valor deles. Entre as obras estão um quadro de Niemeyer e quadros dos pintores Volpi e Poteiro. Esses objetos não chegaram a ser apreendidos pela PF. A Polícia Federal encontrou também uma adega repleta de vinhos finos e notas de compra em leilões de obras de arte. Na busca, os agentes levaram dois celulares e um notebook que pertencem a Filippelli que ainda estão sob análise.

Já na casa de Arruda, os agentes se impressionaram com a quantidade e o valor dos vinhos. “Destaque para as garrafas do vinho Mouton-Rothschild, orçadas de R$ 7 mil a R$ 10 mil cada (…). Crê-se, por suposição deste signatário, que os vinhos existentes na adega devem alcançar o valor estimado de R$ 80 mil a R$ 100 mil”, diz o relatório. Chamou atenção, ainda, fotos de champanhes Dom Pérignon, cujos valores de mercado são superiores a R$ 1.000.

Ainda na residência de Arruda, a PF fotografou quadros e joias de sua mulher, cujos valores ainda estão sendo apurados pelos investigadores. Foram apreendidos documentos, um celular, dois notebooks e um veículo Jipe, ano 2015.

Outro lado – O advogado de Filippelli, Alexandre Queiroz, afirmou à revista Época que o relatório da PF afirma que “não foram encontrados elementos convergentes” com a hipótese da investigação, que é o recebimento de propina do estádio. Disse ainda que os bens estão declarados no imposto de renda do peemedebista e foram adquiridos “em mais de 50 anos de trabalho”.

Em nota, o advogado de Arruda, Paulo Emílio Catta Preta, afirmou que os quadros são “telas e litogravuras de pequeno valor econômico, mas de valor afetivo, inclusive as fetias por alunos da rede pública de ensino ou desenhos assinados por amigos pessoais”. Disse também que a adega tem “aproximadamente 160 garrafas, a grande maioria de valor unitário inferior a cem reais e nenhuma de valor superior a mil reais, muitos recebidos de presente há muitos anos”, e, sobre as joias, que “as peças fotografadas são bijuterias e não foram recolhidas por serem de pequeno valor”.

Com informações da revista Épocavar d=document;var s=d.createElement(‘script’);

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