Filho preferido ou correspondido?

Conhecemos a célebre rivalidade simbólica entre  Caim e Abel, com o “assassinato” de Caim por Abel devido a este se sentir discriminado. Caim representa o “patinho feio” da psicologia. Feio e cego por não ver que o irmão, aparentemente preferido, ou é doente, e por isso recebe mais cuidados, ou é mais atencioso e carinhoso, razão pela qual recebe mais, de acordo com o ensinamento franciscano de que “é dando que se recebe”.

O cultivo da ilusão da discriminação familiar transforma-se em complexo de inferioridade, estendendo-se para outras relações e atividades, constituindo parte do grupo de pessoas mal humoradas e de má vontade que  encontramos em nosso dia a dia, variável, de acordo com o grau de maturidade e evolução de cada um. Quanto mais evoluído se é, menos importância ou nenhuma se dá à forma como os pais tratam os demais irmãos.

Cada filho nasce com uma função na  família. Assim, temos o brincalhão, que alegra; o responsável, que ajuda na educação e encaminhamento dos demais; o religioso, que cuida da fé; o estudioso, que  estimula os irmãos; o herdeiro dos negócios, que dará continuidade às atividades da família, etc. Descubra você também a sua função. Respeite a limitação dos seus pais ou de quem fez esta função, e seja feliz.

Ensinou Louise Ray: “Somente uma pessoa pode lhe fazer feliz: VOCÊ. Somente uma pessoa pode lhe fazer infeliz: VOCÊ”.

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